Antes de chegar a qualquer conclusão, este colunista optou por ouvir a entrevista coletiva concedida pelos representantes da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e, com todo respeito aos envolvidos, não se ouviu nada muito “denso”, nada muito evidente que comprove tais fraudes, que justifique uma “OPERAÇÃO DO DEOTAP” que, estranhamente, só ocorreu agora, quando uma eleição estadual se aproxima e quando se tem duas candidaturas polarizadas, disputando o comando do governo do Estado.
Logo veio à tona que as investigações passam por supostos contratos emergenciais no segmento de limpeza pública e que teriam sido geridos pela Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb), já no início da gestão, no ano passado. Só que este colunista começou a fazer uma busca na memória e recordou que, nos últimos dias da gestão do ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), os serviços de coleta de lixo da capital foram interrompidos pela empresa TORRE, por falta de pagamentos milionários.
Para quem tem a “memória curta”, a suspensão dos serviços de coleta e limpeza pública já ali configurou a quebra de contrato, deixando a cidade repleta de lixo no final de 2024, lembrando ainda que se tratava de um contrato emergencial com a TORRE que expirava em 19 de fevereiro de 2025, ou seja, a prefeita Emília Corrêa já assumiu o cargo com o desafio de resolver esse impasse deixado pelo seu antecessor, negociando a dívida da gestão com a TORRE e tentando garantir a prestação dos serviços à população.
Não quer dizer que por conta das dificuldades encontradas pela atual gestão que se justifique a formalização de qualquer tipo de contrato emergencial, mas como se justifica uma “OPERAÇÃO DO DEOTAP”, com buscas e apreensões, quase dois anos depois dos contratos firmados, sob um argumento de que, “mediante uma denúncia, se estranhou a inconsistência nos valores dos contratos”, como também pelo fato de a empresa “ter formalizado outro contrato com a administração municipal” em outra área?
Como perguntar não ofende, se uma empresa é prestadora de serviços, e se não tem nenhum impedimento legal, qual o crime de ela participar de concorrências e formalizar contratos com diferentes Pastas da administração pública? E estes contratos em questão, não estão sendo fiscalizados e/ou acompanhados pelos órgãos de controle? Estes contratos em questão não foram judicializados pelos interessados? O que decidiu o Poder Judiciário a respeito? Qual a justificativa para uma “OPERAÇÃO DO DEOTAP”?
A Prefeitura de Aracaju diz que, desde o princípio, sempre contribuiu com todas as investigações sobre a aplicação do dinheiro público. Dito isto, por que tanta “pirotecnia”? Olhando para a eleição que se aproxima, este colunista reforça a tese de que o DEOTAP não pode servir de “pressão política” contra os adversários do governo, ou seja, trata-se de uma estrutura da SSP que precisa ter sua credibilidade perante a população preservada. Às vezes, “alguns excessos” causam danos irreparáveis, seja ao erário público, seja ao Estado Democrático de Direito...
Veja essa!
O vereador de Lagarto, Fernando Moura, externou sua indignação com a postura política do governador Fábio Mitidieri em seu município. Na Câmara de Vereadores, ele questionou o fato de, na eleição estadual, o chefe do Executivo querer o apoio dos dois grupos políticos da cidade: do Bole-Bole (Família Ribeiro) e do Saramandaia (Família Reis)
E essa!
Se revelando extremamente “indignado”, o vereador Fernando Moura questiona o fato de, na eleição municipal, Fábio Mitidieri ter a preferência pelo palanque do Saramandaia e do atual prefeito Sérgio Reis, se esquivando de assumir qualquer compromisso de apoio com a Família Ribeiro e o grupo Bole-Bole. “Eu gostaria de ouvir o vereador que é líder do Bole-Bole porque eu estou indignado com o que está acontecendo”.
Greve do Magistério I
Nesta quarta-feira (26) e na quinta-feira (27), professoras e professores da Rede Estadual de Ensino de Sergipe param suas atividades, em uma grave de 48 horas. A primeira atividade da greve, na quarta-feira, acontece no Calçadão da João Pessoa, em frente ao antigo Bingo Palace, às 8h. O objetivo desta ação é dialogar diretamente com a população, que transita no Centro da capital, sobre os motivos pelos quais o magistério de Sergipe está em greve.
Greve do Magistério II
Na quinta-feira, a partir das 15h30, professoras e professores tomarão as ruas de Aracaju em marcha, saindo da frente do Iate Clube e seguindo até o Tribunal de Justiça de Sergipe. A greve de 48 horas foi decidida pela categoria em assembleia ocorrida no último dia 19 de agosto, diante da tentativa do Governo do Estado em dar um calote nas professoras e professores ao pedir adiamento de cumprimento de decisão judicial para negar direito conquistado, após 14 anos de luta
Fabinho não atende!
Chama a atenção a disposição do governador em receber para uma mesa de negociação aos prefeitos aliados do Consórcio Metropolitano de Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros e de São Cristóvão, além dos trabalhadores da empresa de ônibus VRS, que deixou de prestar o serviço de transporte coletivo na Grande Aracaju, mas ao mesmo tempo o Fabinho Mitidieri se nega em manter um canal de negociação com o Sintese e os representantes do Magistério.
Fabinho e o Judiciário
Para a reflexão: sobre a saída da empresa VRS e a suposta defesa dos trabalhadores rodoviários, o governador Fábio Mitidieri anuncia que vai acionar o Poder Judiciário para questionar a decisão da prefeita Emília Corrêa de Aracaju. Mas o mesmo Fabinho que entra na Justiça para defender os rodoviários, e consequentemente incomodado com os “ônibus geladinhos”, é o mesmo que aciona o Judiciário contra os direitos dos professores. É mole?
André David I
O candidato ao Senado, delegado André David, convida a população de Aracaju e todos os seus apoiadores para participarem de uma minicarreata no bairro Bugio. O encontro faz parte da agenda de mobilização para reunir a comunidade, conversar com os moradores e reforçar o diálogo direto com a população aracajuana.
André David II
O evento contará com concentração na praça do final de linha do Bugio, ponto tradicional da região, localizado na Rua Cleovansóstenes dos Santos, nº 340 (atrás da Igreja do Avivamento). A expectativa é reunir lideranças locais e moradores para um momento de união e apoio.
André David III
O convite é aberto a todos que desejam somar forças e acompanhar o candidato de perto. "A nossa força vem das ruas e do carinho de cada morador que acredita em uma Aracaju mais segura e justa para todos. Conto com a presença de cada um de vocês no Bugio para juntos mostrarmos a nossa energia e o nosso compromisso com a nossa cidade”, finalizou o delegado André David.
André Moura I
O que para muita gente pode parecer apenas uma mudança na legislação, para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) representa mais segurança, reconhecimento e perspectiva para o futuro. Foi nesse tom que o candidato ao Senado André Moura (Federação União Progressista) conversou com profissionais das duas categorias que atuam em Aracaju, durante reunião realizada na Assomise.
André Moura II
O encontro, promovido pelo vereador Isac Silveira, contou também com a presença do prefeito de Santa Rosa de Lima, Janilson Alves, e reuniu agentes que manifestaram apoio à coligação “Sergipe cresce com você”, liderada pelo candidato ao governo Fábio Mitidieri (PSD) e pelo vice, Jeferson Andrade.
André Moura III
A relação de André com as categorias ganhou força especialmente durante sua atuação em Brasília, em parceria com a Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde (Conacs). Em 2014, enquanto deputado federal, ele esteve entre os principais articuladores da aprovação da Lei Federal nº 12.994, que instituiu o piso salarial profissional nacional dos ACS e ACE e estabeleceu diretrizes para os planos de carreira. Dois anos depois, em 2016, André voltou a atuar em pautas de interesse da categoria, desta vez na defesa do acesso à habitação e à formação técnica dos profissionais.
Isac Silveira
O vereador Isac Silveira - que também é agente comunitário - falou que essa trajetória fez com que André ganhasse, entre os profissionais, o apelido que ele fez questão de recordar durante o encontro: “André foi chamado e era considerado pela saudosa Ruth Brilhante “padrinho dos agentes” e uma das principais referências nacionais na defesa dos agentes comunitários, porque sempre nos representou”, disse.
“Padrinho dos agentes”
É justamente esse papel que André afirma querer retomar a partir de 2027 no Senado. “Quero voltar a ser esse padrinho dos agentes. Não quero que essa relação fique apenas nas lembranças das conquistas que já tivemos. Quero continuar presente, ouvindo os profissionais e ajudando a transformar as necessidades de todos vocês em avanços reais no Senado. Reafirmo meu compromisso porque essa causa é mais do que justa e a saúde pública deve muito a esses profissionais”, concluiu André.
CRÍTICAS E SUGESTÕES
habacuquevillacorte@gmail.com e habacuquevillacorte@hotmail.com
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