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Terça-feira, 09 de Junho 2026
Colunas/Política e Cotidiano

Gestão Mitidieri fez empréstimos de quase R$ 4 bilhões com justificativas vagas

O maior problema apontado por analistas não é apenas o tamanho da dívida, mas o mistério que a cerca

Gestão Mitidieri fez empréstimos de quase R$ 4 bilhões com justificativas vagas
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Em um cenário econômico que exige cautela e responsabilidade fiscal, o Governo de Sergipe, sob a gestão de Fábio Mitidieri, vem adotando uma postura que acende o sinal de alerta de economistas e da população. Através de uma série de Projetos de Lei aprovados a toque de caixa pela Assembleia Legislativa (ALESE), o governo estadual já garantiu uma montanha de dinheiro em empréstimos: o montante impressionante de R$ 3.856.036.200,36 (três bilhões, oitocentos e cinquenta e seis milhões, trinta e seis mil e duzentos reais e trinta e seis centavos).

A dinastia do endividamento levanta uma questão incômoda, mas urgente: onde, de fato, esse dinheiro está sendo aplicado? Enquanto os bilhões entram nos cofres, as justificativas apresentadas pelo Palácio de Despachos parecem flutuar em um mar de termos vagos e falta de transparência.

O maior problema apontado por analistas não é apenas o tamanho da dívida, mas o mistério que a cerca. O Projeto de Lei nº 327 de 2023 é o reflexo perfeito dessa política de "cheque em branco". A lei autorizou um empréstimo de R$ 300 milhões sob o pretexto de investir no Fomento à História, Turismo e Cultura Sergipana, além de Mobilidade Urbana e Infraestrutura.

No entanto, o diabo mora nos detalhes — ou na falta deles: R$ 120 milhões (40% do valor total) foram carimbados para o componente de Mobilidade e Infraestrutura. Na aba oficial que deveria especificar quais obras e regiões seriam beneficiadas, a justificativa do governo resume-se a apenas duas palavras: “diversos municípios".

Como um projeto que empenha R$ 120 milhões de dinheiro público consegue passar pelo crivo da Assembleia Legislativa sem detalhar quais cidades, ruas ou rodovias receberão as melhorias? A falta de clareza abre margem para dúvidas sobre os critérios reais de distribuição desses recursos.

A pressa em buscar empréstimos bilionários se torna ainda mais contraditória quando lembramos da recente concessão parcial dos serviços de saneamento da DESO. A operação rendeu expressivos R$ 4,5 bilhões aos cofres públicos — uma quantia que, por si só, quase se equipara ao valor total de todos os empréstimos somados. Mesmo com o caixa temporariamente inflado por essa privatização, o ímpeto de endividamento do governo não recuou.

Outro ponto crítico está no Projeto de Lei nº 96 de 2024, que autorizou um empréstimo internacional com garantia da União no valor de até USD 120.000.000,00 (cerca de R$ 602,4 milhões). A justificativa oficial aponta o declínio econômico pós-pandemia e as oscilações do ICMS para criar o programa Sergipe Mais Próspero e Sustentável. A grande ironia é que um programa desenhado para "fortalecer a sustentabilidade fiscal e o crescimento ambiental" tenha acumulado, em tão pouco tempo, a necessidade de um empréstimo dessa magnitude para a "reestruturação de dívidas".

Se por um lado falta transparência nos textos dos projetos, por outro sobra agilidade na Assembleia Legislativa. A velocidade com que a base governista aprova essas matérias impede um debate aprofundado com a sociedade civil e com a oposição, blindando o governo de questionamentos técnicos necessários.

As consequências dessa política de crédito desenfreada não serão sentidas apenas hoje. Ao comprometer as receitas do estado com juros e amortizações de bilhões de reais (inclusive indexados em moeda estrangeira), a gestão de Fábio Mitidieri coloca em xeque a governabilidade dos próximos gestores. Sergipe corre o risco de ver seu futuro orçamento engolido pelo pagamento de dívidas do passado, sacrificando investimentos essenciais em saúde, educação e segurança pública.

 

Veja essa!

Após a denúncia do Podcast “Os Linguarudos” sobre a emenda destinada pelo vereador de Aracaju, Sargento Byron, para a ONG Olhar Carinhoso, presidida por Ítala Meireles, esposa do também vereador Fábio Meireles, este último foi entrevistado pelo radialista Narcizo Machado (FAN FM) e, ao invés de reconhecer o equívoco, optou por tentar descredibilizar os jornalistas e politizar o assunto.

 

E essa!

Como “escudo”, Fábio Meireles optou por tentar associar os jornalistas que formam a mesa de debates de “Os Linguarudos” à prefeita Emília Corrêa e (PASMEM) ao pré-candidato a governador Valmir de Francisquinho. Com todo respeito ao vereador famoso pelo “eis-me aqui”, mas trazer Valmir para este debate é tentar “puxar o saco” do governador Fábio Mitidieri ou não?

 

FM agradando FM

A postura de Fábio Meireles em se defender atacando Valmir de Francisquinho explicitou sua necessidade de agradar o governador Fábio Mitidieri. A denúncia em momento algum questiona a importância ou o trabalho da ONG Olhar Carinhoso, mas o suposto “cruzamento de emendas” na Câmara Municipal entre vereadores. E tantos os registros oficiais quanto o próprio Fábio Meireles confirma a indicação da emenda por Byron.

 

É dinheiro público!

Quando “Os Linguarudos” trazem esta questão à tona, eles valorizam a necessidade da fiscalização do dinheiro público. Independente se o vereador Fábio Meireles é defensor ou opositor da Prefeitura de Aracaju. Pode ser legal este suposto “cruzamento”, mas não parece muito moral esta suposta “troca de afagos” entre colegas de parlamento.

 

Não quer o dinheiro!

Após a polêmica, Fábio Meireles anunciou que sua esposa, na condição de presidente da ONG, decidiu não mais aceitar o dinheiro público proveniente desta emenda. Com um detalhe: em sua justificativa, Fábio explica que a entidade não tinha recebido nada ainda devido ao não pagamento das emendas parlamentares por parte da PMA. Agora, como perguntar não ofende, se a Prefeitura já tivesse pago, o recurso seria devolvido? Ou será que a decisão de não aceitar só foi tomada após a denúncia de “Os Linguarudos”?

 

Flanelinhas

O início dos festejos juninos no Arraiá do Povo, na Orla de Aracaju, trouxe de volta uma antiga e incômoda queixa dos sergipanos e turistas: a ação abusiva de flanelinhas nos arredores do evento. O problema, que havia sido controlado no ano passado após uma forte ofensiva de segurança, voltou a ganhar força. Diante do cenário, o pré-candidato ao Senado André David se pronunciou, relembrando a operação que limpou a área e lamentando o recuo forçado das equipes por falta de segurança jurídica.


André David I

David relembrou que, no ano passado, a Guarda Municipal montou uma operação firme para combater uma prática que passava longe de ser um "bico" ou um trabalho informal. A ação resultou em prisões e devolveu a tranquilidade a quem queria estacionar para curtir o São João. “Flanelinha não faz a cobrança de vida para a gente. Não era ajuda para estacionar, nem trabalho informal. Era cobrança antecipada, intimidação e até ameaça para quem não queria pagar”, criticou.


André David II

Na época da intervenção, o resultado foi imediato e sentido por quem frequenta a Orla. “Cheguei com o carro, coloquei aqui, ninguém me cobrou nada”, afirmou homem que aparece em vídeo publicado nas redes sociais de André David. No entanto, o avanço no combate à extorsão sofreu um revés. Guardas municipais que atuaram nas prisões e na proteção do perímetro foram denunciados por órgãos de fiscalização, o que gerou um clima de insegurança jurídica dentro da corporação e interrompeu o policiamento focado nesse problema.


André David III

Com a suspensão das abordagens mais efetivas, o reflexo nas ruas foi imediato com a chegada do período junino deste ano. “Infelizmente, alguns guardas municipais que participaram dessas operações foram denunciados e o trabalho teve que parar. As festas continuaram crescendo, o movimento aumentou e as reclamações também voltaram", pontuou o pré-candidato ao Senado. Para André David, o retorno das cobranças abusivas fere o direito mais básico de quem quer apenas se divertir com a família, e o poder público não pode recuar diante da coerção nas ruas.

 

André David IV

“Eu sempre defendi que o cidadão de bem tem o direito de ir e vir sem ser intimidado, constrangido para usar o espaço público. Meu compromisso é trabalhar por leis mais claras que deem segurança jurídica para a atuação das forças de segurança. E que garanta proteção para quem quer apenas aproveitar uma festa, um evento ou um momento de lazer com a sua família”. Ele concluiu reforçando que a resolução desse problema na Orla e em outras áreas críticas de Aracaju não aceita passividade. “Eu aprendi na prática que enfrentar problemas exige coragem, decisão e compromisso com a população”. 

 

André Moura I

O ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado, André Moura (União Brasil), realizou um balanço detalhado de sua trajetória política e detalhou suas credenciais para a disputa eleitoral deste ano. Em entrevista ao jornalista Luiz Carlos Focca, na Rádio Metropolitana FM, na manhã dessa segunda-feira (8), ele unificou a prestação de contas de seu mandato em Sergipe à sua recente experiência na gestão pública do Rio de Janeiro.

 

André Moura II

André Moura relembrou o volume de investimentos federais viabilizados para o estado durante seu período como líder do Governo Federal no Congresso Nacional — posição que utilizou para abrir portas e garantir recursos históricos. Ao todo, foram destinados mais de R$ 800 milhões para Aracaju e cerca de R$ 2,4 bilhões para os municípios do interior.

 

André Moura III

“Muitos não conseguiam visualizar o tamanho da transformação quando anunciamos esses recursos no passado. Hoje, basta percorrer Aracaju para ver os canais do Augusto Franco e do São Carlos concluídos, o recapeamento da Coroa do Meio e da Rua da Frente, e a urbanização completa nos bairros Santa Maria e 17 de Março. A vida das pessoas mudou na prática", afirmou.

 

Sobre o RJ

Questionado sobre sua atuação fora de Sergipe, André Moura explicou que sua permanência por mais de sete anos em funções estratégicas no Governo do Estado do Rio de Janeiro — onde atuou como secretário de Governo, de Transportes e de Representação em Brasília — funcionou como um teste de alta complexidade que consolidou sua capacidade de governabilidade. O pré-candidato rebateu as investidas da oposição sobre o período em solo fluminense, classificando as tentativas de desgaste como puramente eleitorais.

 

Narrativas arquivadas

“Fui para o Rio cumprir uma missão profissional de articulação e captação de recursos. Não havia projeto político pessoal lá”, diz o pré-candidato, que foi o secretário que permaneceu por mais tempo na gestão estadual fluminense, atravessando diferentes momentos políticos devido à sua capacidade de diálogo. “Todas as tentativas de criar narrativas políticas contra mim foram arquivadas ou afastadas pelos órgãos competentes. Nada tira o meu sono em relação ao trabalho idôneo que realizei no Rio”, completou.

 

Experiência

Para André Moura, a soma do DNA realizador demonstrado em Sergipe com a bagagem de ter gerido crises na segunda maior economia do País o credencia diretamente para uma vaga no Congresso Nacional. Pode ter certeza de uma coisa: levo comigo a experiência de quem ocupou funções de alta relevância, dialogou com os principais centros de decisão do Brasil e sabe como destravar orçamentos. Toda essa musculatura política está agora a serviço de Sergipe para os desafios que teremos a partir do próximo ano”, concluiu.

 

Homenagem na Alese

A Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) realizará, nesta terça-feira (9), às 11 horas, no Plenário da Casa, uma Sessão Especial de Outorga da Medalha da Ordem do Mérito Parlamentar aos deputados e deputadas que integram a 20ª Legislatura. A propositura é de autoria do presidente da Alese, deputado Jeferson Andrade, e tem como objetivo reconhecer a atuação parlamentar, o compromisso com a representação popular e a contribuição dos homenageados para o fortalecimento do Poder Legislativo sergipano.

 

Mérito Parlamentar I

A Medalha da Ordem do Mérito Parlamentar é a distinção máxima da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe (Alese). É uma comenda criada em 1998 destinada a reconhecer e homenagear personalidades (físicas ou jurídicas, brasileiras ou estrangeiras) que tenham prestado serviços notáveis ao Estado de Sergipe, à sociedade ou ao Poder Legislativo. 

 

Mérito Parlamentar II]

A Medalha da Ordem do Mérito Parlamentar é uma das mais importantes distinções concedidas pela Assembleia Legislativa de Sergipe, destinada a homenagear personalidades que se destacam pelos relevantes serviços prestados ao Poder Legislativo e à sociedade sergipana. A cerimônia reunirá parlamentares, autoridades, familiares e convidados em um momento de reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos integrantes da atual legislatura, reafirmando o compromisso da Alese com a valorização da atividade parlamentar e o fortalecimento da democracia. 

 

Yandra Moura I

A deputada federal Yandra Moura (União) realizou na garagem do DNOCS, a entrega de um expressivo lote de maquinários agrícolas e de infraestrutura para 13 municípios sergipanos. O investimento, fruto de articulação em Brasília, visa fortalecer as gestões locais e atender demandas diretas de prefeituras e associações comunitárias.

 

Yandra Moura II

Durante o ato, Yandra destacou a importância da parceria com os gestores para identificar as prioridades de cada região. "É um sonho que se realiza. Sei que para muitos municípios seria quase impossível adquirir esses equipamentos com recursos próprios. Cada maquinário entregue é fruto do nosso mandato e uma digital cravada no meu coração", afirmou a parlamentar.

 

Yandra Moura III

A deputada também rendeu homenagens ao ex-deputado federal André Moura, citando seu legado de investimentos para o estado. "A partir do próximo ano, somando esforços na Câmara e no Senado, vamos fazer Sergipe se desenvolver ainda mais", pontuou. André Moura, pré-candidato ao Senado, ressaltou que municípios sem grandes indústrias dependem dessas parcerias em Brasília e o governo do estado a cargo do governador Fábio Mitidieri, que é municipalista.

 

Prefeitos contemplados

A recepção dos equipamentos foi celebrada pelos prefeitos presentes: Dr. Fábio (Arauá), Edi Leite (Carmópolis), Ivan Sobral (Itaporanga D’Ajuda), Décio Neto (Japaratuba), Allysson Tojal (Neópolis), Roberto Barracão (Poço Verde), Janilson Alves (Santa Rosa de Lima), Paulo César (Santo Amaro das Brotas), Daiane Oliveira (Siriri).

 

Maquinários
No ato, foram assinados os termos oficiais de entrega de grades aradoras, caminhões basculantes, tratores e retroescavadeiras para os 13 municípios de Arauá, Carmópolis, Gracho Cardoso, Indiaroba, Itaporanga d'Ajuda, Japaratuba, Monte Alegre, Neópolis, Poço Verde, Santa Rosa de Lima, Santo Amaro das Brotas, Siriri e Tobias Barreto.

 

Olha a Semfas!

Antes mesmo da abertura dos portões do Forró Caju 2026, a equipe da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas) já estava em campo. Durante a programação realizada no conjunto Augusto Franco, a pasta intensificou as ações de proteção social e enfrentamento ao trabalho infantil, reforçando seu compromisso com a garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

 

Trabalho infantil

As atividades ganham ainda mais relevância neste mês de junho, marcado nacionalmente pela mobilização de combate ao trabalho infantil. Nesse período, são fortalecidas iniciativas de conscientização, prevenção e proteção, especialmente em eventos de grande circulação de público. Ao longo dos dias de festa, a equipe da Abordagem Social realizou ações de orientação e busca ativa, com foco na identificação de possíveis situações de violação de direitos e na proteção de crianças e adolescentes presentes no evento.

 

Rudinei Silva

Entre as pessoas abordadas estava o ambulante Rudinei Silva de Jesus, que aproveita os festejos juninos para complementar a renda familiar. Para ele, o trabalho desenvolvido pela Semfas é fundamental para conscientizar a população. “Essa orientação sobre a proibição da venda de bebidas alcoólicas para adolescentes é muito importante, porque já vimos jovens serem hospitalizados por causa da irresponsabilidade de adultos. Da mesma forma, crianças não devem estar trabalhando. O direito de ser criança precisa ser respeitado”, afirmou.

 

Aline Rocha

Segundo a técnica de referência da Abordagem Social, Aline Rocha, as ações fazem parte de uma estratégia permanente da Semfas, que é ampliada durante os festejos juninos e ganha ainda mais destaque ao longo do mês de junho. “Nossa atuação é socioeducativa e busca interromper situações de violação de direitos. Desde o primeiro dia da programação estamos orientando comerciantes, ambulantes e responsáveis sobre a proibição do trabalho infantil e da venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos, práticas expressamente vedadas pela legislação brasileira”, destacou.

 

Ocorrência

Durante uma das abordagens realizadas na primeira noite da festa, em 4 de junho, a equipe identificou um adolescente com menos de 18 anos exercendo atividade laboral em uma barraca de drinques instalada no local. Diante da situação, foram adotados os procedimentos de orientação e proteção previstos para esse tipo de ocorrência.

 

Divergências

Na noite seguinte, sexta-feira, 5, a equipe retornou ao local acompanhada por representantes da Emsurb e da Polícia Municipal para dar continuidade às medidas cabíveis. Durante a ação, houve divergências quanto à condução do caso envolvendo um conselheiro tutelar presente no evento. De acordo com relato da equipe técnica, a intervenção ocorreu enquanto os servidores da Semfas executavam procedimentos relacionados à proteção do adolescente.

 

Luciano Paz

Diante do ocorrido, o secretário municipal da Família e da Assistência Social, Luciano Paz, determinou a apuração formal dos fatos para o devido esclarecimento da situação. “É importante destacar que nossa equipe estava atuando na proteção de um adolescente e no enfrentamento ao trabalho infantil, justamente em um período em que intensificamos as ações de conscientização sobre esse tema. Essa é a missão da Semfas. Paralelamente, a ocorrência registrada será analisada com responsabilidade, transparência e dentro dos procedimentos administrativos cabíveis”, afirmou o secretário.

 

Sobre Guimarães Rosa

Imagine como seria viajar pelo sertão mineiro, e por uma parte do sertão baiano, em busca de lugares visitados ou citados pelo escritor mineiro João Guimarães Rosa. Isso foi o que experimentou a jornalista sergipana Sylvia Leite, autora do livro “No Rastro de Rosa”, que terá seu primeiro lançamento em Aracaju, no dia 15 de junho, às 17h30, na Livraria Escariz da Avenida Jorge Amado.

 

“No Rastro de Rosa” I

Entre 2018 e 2025, Sylvia fez sete viagens, nas quais visitou cidades, povoados, uma gruta, uma fazenda e um parque. O resultado está impresso no livro por meio de vinte e quatro reportagens sobre lugares relacionados à obra do escritor. E esse livro vem a público justo no momento em que as obras “Grande Sertão: Veredas” e “Corpo de Baile” completam 70 anos.

 

“No Rastro de Rosa” II

Além de localizar elementos que podem ter respaldado o escritor na criação de cenários geográficos e culturais, a autora procurou ouvir relatos sobre figuras da região que inspiraram personagens ficcionais. Buscou, ainda, apresentar cada um desses lugares, focalizando, também, seus traços históricos e culturais, mesmo aqueles que não estabelecem qualquer relação com o universo rosiano. 

 

Sylvia Leite I

Para Sylvia, uma das grandes surpresas dessas viagens foi descobrir que, além das referências literárias, as pequenas localidades visitadas têm muito a ser visto tanto por leitores rosianos, como por viajantes interessados em conhecer o chamado Brasil profundo.

 

Sylvia Leite II

Em todas as viagens, ela contou com a companhia de leitores da obra de Guimarães Rosa, o que, em seu entendimento, enriqueceu bastante a coleta de informações. Contou, ainda, com a ajuda de historiadores e outros estudiosos: “isso sem falar na fundamental colaboração dos moradores do sertão”.

 

“Escritoras do Sertão”

Como encontrou bordadeiras na maioria dos lugares visitados, acabou percebendo que, ao lado dos poetas, um ou outro jornalista e escassos historiadores, elas são as escritoras do sertão, pois com suas linhas e cores registram, continuamente, o dia a dia de suas comunidades. E foi Maria Roseclay Almeida – bordadeira de Serra das Araras, no Noroeste de Minas – que ilustrou com linhas e cores a capa e o miolo do livro, a partir dos desenhos da artista plástica Maria Andrade.  

 

CRÍTICAS E SUGESTÕES

habacuquevillacorte@gmail.com e habacuquevillacorte@hotmail.com

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