Os jogos de apostas se transformaram em uma “febre” no Mundo, e isso ficou evidente durante a Copa do Mundo de Futebol, mas no Brasil, diante de um conjunto de problemas que envolvem a nossa sociedade, com políticas de governo ineficazes e o excesso de desigualdades sociais, por exemplo, a impressão é que as consequências são ainda maiores, com muita gente tendo seu estado emocional e financeiro comprometidos.
O tema é tão complexo que hoje em dia ele já deve ser tratado como uma questão de saúde pública, considerando que já temos uma “legião de viciados” em todo o País e nas mais variadas classes sociais, ou seja, os jogos eletrônicos estão deixando de ser uma alternativa de lazer e se transformaram em um problema crônico, onde uma minoria, e aí inclua políticos, empresários, sonegadores e, em alguns casos, suspeita-se até do envolvimento do crime organizado.
As famosas “bets” já estão comprometendo as rendas das famílias brasileiras e seus riscos são reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Muitas pessoas desenvolveram transtornos, além dos prejuízos financeiros que desencadeiam em tragédias familiares. E muitos, geralmente, perdem o controle diante dos jogos de azar e, por não saberem lidar com determinadas situações, ignoram os limites em busca da sorte e da tentativa de reaver o prejuízo, o dinheiro investido.
É evidente que este não é um problema apenas do governo brasileiro, considerando que todos os segmentos da sociedade precisam se unir e intervir, lutar, dialogar, conscientizar. Formadores de opinião não podem silenciar! E aqui não se trata de ser contra as “bets”, até porque algumas delas atuam dentro da legalidade e conseguem reverter parte de seus lucros em impostos e benefícios para a sociedade, mas esta relação precisa ser mais consciente, transparente e menos abusiva.
Mas também há de se cobrar do governo do nosso País em virtude das dificuldades financeiras pelas quais milhares de brasileiros estão “afundados”, praticamente “sobrevivendo” com o que ganham, endividados e sem crédito, enquanto surgem as “bets” oferecendo ganhos fáceis e milagrosos através de suas plataformas. E o poder público não pode se eximir de suas responsabilidades, tem que fiscalizar, cobrar e atuar em defesa da coletividade.
E, dentro deste contexto, quem tem dado um grande exemplo é a prefeita Emília Corrêa (Republicanos), que transformou Aracaju na primeira capital do Nordeste a proibir a divulgação de jogos e apostas esportivas, as chamadas “bets”, em espaços públicos. A medida representa uma iniciativa de enfrentamento à exposição massiva da população às propagandas de apostas e busca proteger, principalmente, crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade.
A postura da prefeita de Aracaju ganhou o reconhecimento de diversos setores da sociedade, inclusive adversários, que aprovaram seu posicionamento. Hoje em dia a sociedade está exposta às propagandas de apostas esportivas, presentes em diferentes meios de comunicação, nas redes sociais, nos estádios de futebol, em campanhas com influenciadores e nos espaços urbanos. Emília acertou precisamente ao adotar medidas mais rigorosas de controle.
E as consequências desta ação protetiva em Aracaju certamente serão muitas vidas salvas, num gesto que protege a estabilidade das famílias, com o foco na redução de tragédias e outros distúrbios sociais. Mas o “exemplo” não pode ficar apenas na capital! É preciso que as demais prefeituras, as Câmaras Municipais, os órgãos de controle e fiscalização, as Igrejas e o governo do Estado se somem e reproduzam a iniciativa de Emília Corrêa porque ela protege os sergipanos. Independente de política...
Veja essa!
Ainda insatisfeito com o apoio do ex-governador Belivaldo Chagas para o pré-candidato a governador Valmir de Francisquinho (Republicanos), o governador Fábio Mitidieri (PSD) em uma de suas falas descompassadas e desequilibradas, dizendo que o “galeguinho” de Simão Dias “escolheu a filha para ser vice”.
E essa!
Este colunista não vai entrar nem na linha da “misoginia” cometida pelo governador, mas pela linha da ingratidão. Mitidieri só chegou no Palácio por intervenção direta de Belivaldo, que “cravou” seu nome dentro do agrupamento, mesmo com Edvaldo Nogueira (PDT) visivelmente insatisfeito em 2022.
FM foi escolhido
Mitidieri quer, publicamente, construir uma narrativa contra Belivaldo, insinuando que seu apoio a Valmir de Francisquinho passa por uma imposição do “galeguinho” para que sua filha seja pré-candidata a vice, mas esquece o governador que ele próprio havia sido “o escolhido” por Belivaldo em 2022, gesto que ele sempre valorizou.
Invertida de Priscila I
Mas a “galeguinha” Priscila Felizola não deixou por menos e usou suas redes sociais para exigir uma postura mais respeitosa do governador do Estado. “Tem decisão que é minha. Tem caminho que escolhi com consciência, coragem e história própria. Não aceito que tentem falar por mim, nem que reduzam minha trajetória a sobrenomes ou narrativas convenientes”.
Invertida de Priscila II
“Sou mulher, tenho voz, tenho posicionamento e sei exatamente por que estou aqui. Escolhi seguir por acreditar, por tudo que construí e por tudo que ainda quero construir por Sergipe. E isso ninguém tira. Enquanto alguns preferem atacar, eu sigo fazendo política de verdade: com independência, responsabilidade e olhando nos olhos das pessoas. Vamos em frente”, concluiu. É, Fabinho, era melhor ter ficado calado...
Transporte complementar I
A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, realizou na sede da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), a entrega dos Termos de Autorização para o Transporte Complementar Urbano aos representantes das cooperativas habilitadas, além dos Termos de Credenciamento que oficializam a atuação das entidades junto ao órgão municipal.
Transporte complementar II
A medida marca o início da operação regular do serviço em Aracaju, conforme estabelece a Lei Municipal nº 6.205/2025. Sancionada em outubro do ano passado, a legislação regulamentou o transporte complementar urbano na capital, permitindo sua operação por meio de cooperativas legalmente credenciadas e encerrando uma espera de mais de três décadas para centenas de trabalhadores e suas famílias.
Emília Corrêa I
Durante a solenidade, a prefeita Emília Corrêa destacou que a regulamentação representa a concretização de uma reivindicação histórica da categoria. “Essa história é muito mais que a assinatura de um documento. Ela não começou hoje. Começou há muitos anos, quando eu ainda era vereadora e recebia essa categoria na Câmara Municipal. Ouvi relatos, acompanhei dificuldades e vi de perto a luta de homens e mulheres que saíam todos os dias para trabalhar honestamente, mas conviviam com a insegurança”.
Emília Corrêa II
“Sempre defendi que essa categoria merecia respeito, organização e segurança jurídica. Hoje, como prefeita, tenho a alegria de dizer que cumprimos esse compromisso. A regulamentação deixou de ser uma promessa para se tornar realidade”, afirmou. Ela ressaltou que os benefícios da medida alcançam toda a população aracajuana. “Quem ganha não são apenas os trabalhadores. Ganha também a população de Aracaju, porque o transporte complementar passa a integrar oficialmente a política de mobilidade da cidade, ampliando o atendimento em regiões que mais precisam e funcionando de forma organizada, fiscalizada e segura”, acrescentou.
Veículos padronizados
Durante o evento, também foram apresentados quatro veículos padronizados — um de cada cooperativa credenciada — já identificados com a nova identidade visual do Transporte Complementar Urbano. Ao todo, 289 cooperados passam a operar de forma regular, ampliando a oferta de transporte, especialmente em áreas com maior demanda por deslocamentos.
Nelson Felipe
O superintendente da SMTT, Nelson Felipe, destacou o caráter histórico da regulamentação para os profissionais do setor. "São mais de 30 anos de luta. Durante todo esse tempo, esses trabalhadores conviveram com a insegurança, multas e apreensões, mesmo prestando um serviço importante para a população. A regulamentação foi um compromisso assumido pela prefeita Emília Corrêa e hoje temos a satisfação de colocar essa política em prática, garantindo segurança jurídica à categoria e mais organização ao sistema de transporte", declarou.
Linhas atendidas
As linhas do transporte complementar atenderão moradores da Zona de Expansão, contemplando localidades como Mosqueiro, Matapuã, Areia Branca, São José e Aruana, além dos bairros Coroa do Meio, Atalaia Velha, Santa Tereza, Augusto Franco, Santa Maria, 17 de Março, Jabotiana, Santa Lúcia e Castelo Branco. Todos os itinerários terão ligação com o Centro da capital, nos dois sentidos.
Francisco Corrêa
Para os representantes das cooperativas, o momento simboliza a conquista de um direito aguardado há décadas. Presidente da Cooptasmar, Francisco Corrêa, conhecido como Chicão, ressaltou que a categoria passa a atuar com respaldo legal e dentro dos padrões definidos pela SMTT. “Hoje recebemos o termo de autorização que garante o direito de trabalhar dentro das normas estabelecidas. Vamos atuar de forma organizada, levando e trazendo a população da Zona Sul para o Centro de Aracaju com segurança e identificação adequada dos veículos”, afirmou.
Walliston Leite
O presidente da Cooptacaju, Walliston Leite, destacou a emoção de ver a regularização sair do papel. “Prometeram essa regularização durante muitos anos e nunca cumpriram. Em apenas um ano e sete meses de gestão, a prefeita realizou esse sonho. É um momento de liberdade, dignidade e alegria para todos nós. Agora os veículos estarão identificados, regulamentados e a população saberá exatamente quais são os carros autorizados a prestar esse serviço”, disse.
Japão Batista
Já o presidente da Coopertasan, Japão Batista, classificou a data como um marco para trabalhadores e usuários. "Hoje é um dia histórico para os cooperados, para suas famílias e para os passageiros. Muitas vezes as pessoas ficavam no meio do caminho por causa das apreensões. Agora temos tranquilidade para trabalhar e atender a população", destacou.
Maria da Conceição
A presidente da Cooptrazul, Maria da Conceição Carvalho, também comemorou a regulamentação. "É um momento muito esperado. Com a regulamentação e a padronização dos veículos, deixamos definitivamente a condição de irregularidade. Antes enfrentávamos apreensões e multas. Hoje estamos regulamentados e podemos trabalhar com mais segurança e dignidade", afirmou.
Reciclagem
Com o objetivo de consolidar as políticas de apoio à reciclagem e promover a integração entre o setor público e as organizações de catadores, o Ministério Público de Contas de Sergipe (MPC-SE), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Escola de Contas Conselheiro José Amado Nascimento, Sebrae, Associação Nacional dos Catadores (Ancat), Ministério Público de Sergipe (MPSE) e Ministério Público do Trabalho realizam na próxima sexta-feira (31), o encontro de Integração de Parcerias na Política de Recicláveis. O evento ocorrerá no auditório do TCE, a partir das 8h.
Momento estratégico
A iniciativa surge em um momento estratégico para o estado. Nos últimos dez anos, Sergipe intensificou o marco regulatório da Política Estadual de Resíduos Sólidos e determinou o encerramento dos lixões, o que exigiu uma reação imediata das organizações de reciclagem. O evento visa dar suporte a essas organizações em temas críticos como legalização, infraestrutura e acesso ao mercado.
Pró-Catador
O encontro é um desdobramento das ações do Programa Pró-Catador, uma parceria entre o Sebrae Nacional e a Casa Civil da Presidência da República, que em Sergipe já beneficiou 35 organizações em 32 municípios através de consultoria técnica e missões para solucionar desafios produtivos e institucionais.
Nova Lei do Gás
A Nova Lei do Gás transformou o ambiente regulatório do setor energético brasileiro e abriu caminho para um mercado mais competitivo. Esse será o tema da palestra do senador Laércio Oliveira durante o Sergipe Oil & Gas (SOG26), que será realizado a partir desta quarta-feira (29), no Centro de Convenções AM Malls, em Aracaju.
Sergipe Águas Profundas
Entre os principais destaques do evento está o Projeto SEAP (Sergipe Águas Profundas), liderado pela Petrobras e considerado um dos mais relevantes empreendimentos em desenvolvimento na indústria brasileira de petróleo e gás natural. O projeto prevê a produção de petróleo e gás em águas ultraprofundas nas bacias de Sergipe e Alagoas, a partir de reservas com potencial para ampliar significativamente a oferta nacional de energia.
Programação
A programação foi estruturada para estimular a inovação, fortalecer o ambiente de negócios e ampliar as oportunidades de investimento no setor. A cerimônia de abertura será realizada pela manhã, com a presença de autoridades e representantes da indústria. Na sequência, será aberta a feira de negócios, que funcionará durante os três dias do evento e reunirá cerca de 90 expositores apresentando soluções, tecnologias e serviços para toda a cadeia produtiva de petróleo e gás.
Laércio Oliveira I
Relator da Lei nº 14.134/2021 no Senado, Laércio destacou que a legislação representa um dos mais importantes marcos de modernização do setor energético brasileiro e abriu espaço para uma nova dinâmica no mercado de gás natural. “A Nova Lei do Gás foi uma das discussões mais relevantes para o futuro da economia brasileira. Nosso objetivo sempre foi construir um mercado aberto, dinâmico e competitivo, ampliando a oferta de gás, atraindo novos investidores e reduzindo custos para a indústria e para o país”, afirmou.
Laércio Oliveira II
Segundo o senador sergipano, cinco anos após a aprovação da legislação, já é possível observar resultados concretos, como a redução das barreiras à entrada de novos agentes, o fortalecimento da concorrência, a ampliação da oferta de gás natural e o avanço do mercado livre, permitindo que grandes consumidores negociem diretamente com os fornecedores. Laércio também destacou que o debate sobre o setor continua avançando. Atualmente, representantes do mercado discutem uma nova proposta legislativa, denominada PROGAS, que busca aprofundar a modernização do mercado brasileiro de gás natural e consolidar os avanços conquistados com a Nova Lei do Gás.
André David I
O pré-candidato ao Senado, delegado André David, reforçou uma de suas principais propostas voltadas para a saúde pública e a qualidade de vida das famílias sergipanas: a expansão do programa "Sem Medir a Vida" para todos os municípios de Sergipe. Inspirado na iniciativa implementada pela prefeita Emília Corrêa na capital, o projeto tem como objetivo principal garantir o fornecimento de sensores contínuos de glicose para crianças e adolescentes diagnosticados com Diabetes Tipo 1.
André David II
A tecnologia substitui as dolorosas e frequentes picadas diárias nos dedos — que chegam a ocorrer entre 12 e 15 vezes ao dia —, proporcionando um monitoramento mais humanizado, preciso e seguro. Segundo o delegado André David, a rotina enfrentada pelas crianças e suas famílias gera um desgaste diário não apenas físico, mas também emocional.
André David III
Para viabilizar a implantação do programa nos municípios do interior do estado, ele assumiu o compromisso público de atuar em Brasília articulando a destinação de emendas parlamentares da saúde diretamente para as prefeituras. "Imagina a dor de uma mãe que precisa furar o dedinho do seu filho pequeno até 15 vezes por dia. Isso é um desgaste imenso para famílias inteiras no nosso estado. A boa gestão aliada à tecnologia nos mostra que é possível mudar essa realidade. Meu compromisso em Brasília é garantir recursos via emendas para que cada município de Sergipe consiga implantar essa tecnologia e devolver a dignidade e a alegria a essas crianças", destacou André David.
Impacto Social
A expansão do programa busca levar equidade no acesso aos recursos de saúde pública. Enquanto o uso dos sensores já representa um avanço significativo na capital, o objetivo é assegurar que o local de residência da criança não seja um obstáculo para o acesso a um tratamento digno e moderno. A proposta reforça o alinhamento de André David com pautas de impacto social direto e modernização da gestão pública na saúde, integrando parcerias municipais e federais para transformar a vida das famílias sergipanas.
Yandra Moura I
A deputada federal Yandra Moura (União) esteve em Tomar do Geru para mais uma edição do encontro Yandra & Você, série de agendas que a parlamentar mantém pelo interior de Sergipe. O evento reuniu lideranças políticas, entre elas o deputado estadual Kaká Santos, a vice-prefeita Marleide Diniz, o presidente da Câmara de Vereadores, Dark, e os vereadores Dayson Lima e Thiago de Caroca, a vereadora Nilza de Caquinho, o ex-prefeito Balbino, a ex-prefeita Ilda e o líder Itamar Fonseca.
Yandra Moura II
Em discurso, Yandra Moura fez um balanço dos quatro anos de mandato. Segundo a deputada, foram mais de 65 projetos de lei protocolados e seis aprovados pela Câmara dos Deputados, entre eles proposições voltadas à saúde da mulher e à garantia de laudo médico pericial por prazo determinado para pessoas com autismo e deficiências permanentes, medida que dispensa a repetição de exames periciais em casos sem possibilidade de reversão do diagnóstico. “É esse o sentimento de dever cumprido”, afirmou a deputada.
Yandra Moura III
A parlamentar também citou proposições em tramitação voltadas a famílias atípicas, como a manutenção de benefícios assistenciais mesmo quando há renda familiar proveniente de trabalho formal, e o projeto que institui o estatuto da mãe solo, com previsão de auxílio financeiro e atendimento prioritário. Para Yandra, essas iniciativas resultam de um mandato construído a partir do diálogo com a base eleitoral do município nos últimos três anos e meio. “Para cuidar de quem mais precisa”, resumiu, ao justificar a prioridade dada às causas sociais no mandato.
Balbino
O ex-prefeito Balbino discursou destacando o papel dos vereadores na estrutura política municipal e relembrou a primeira passagem de Yandra Moura por Tomar do Geru. Ele também citou a atuação parlamentar de André Moura, ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado por Sergipe, mencionando emendas destinadas à reforma de praças públicas do município e à reabertura da casa de apoio mantida pela prefeitura em Aracaju, além do envio de veículos e equipamentos para serviços como abastecimento de água e coleta de lixo em povoados da região. “É bom para Sergipe e para nosso povo”, disse Balbino, ao defender a pré-candidatura de André Moura ao Senado.
Casos de câncer I
Os casos de câncer devem crescer 66,7% em todo o mundo até 2050. A projeção faz parte do Global Status Report on Cancer 2026, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), e acende um alerta para governos, profissionais de saúde e para a população sobre a necessidade de fortalecer as ações de prevenção e diagnóstico precoce.
Casos de câncer II
Embora o aumento seja esperado em praticamente todos os países, os de baixa renda devem registrar o crescimento proporcional mais acelerado, reflexo do envelhecimento populacional, das mudanças no estilo de vida e da ampliação do acesso aos serviços de saúde.
Bruno Araújo
Para o professor doutor em Saúde Pública da Estácio Sergipe, Bruno Araujo, o principal fator por trás desse cenário é o envelhecimento da população. "O câncer é uma doença relacionada ao acúmulo de alterações nas células ao longo da vida. Quanto maior a expectativa de vida, maior também a probabilidade de surgirem essas alterações que podem dar origem aos tumores", explica.
Novos diagnósticos
Segundo o relatório, pessoas com 65 anos ou mais já representam mais da metade dos casos de câncer registrados no mundo. No Brasil, essa realidade é ainda mais evidente. Dados do IBGE apontam que a população com mais de 60 anos deverá passar de cerca de 33 milhões de pessoas, em 2022, para aproximadamente 58 milhões em 2060. Apenas esse processo de envelhecimento já deve elevar significativamente o número de novos diagnósticos no país, que atualmente registra cerca de 704 mil novos casos por ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA).
Fatores modificáveis
O estudo também mostra que boa parte dos casos de câncer está relacionada a fatores de risco modificáveis. Em 2022, cerca de 38% dos novos casos registrados no mundo foram atribuídos a hábitos que podem ser prevenidos. Entre os principais estão o tabagismo, infecções causadas por vírus e bactérias, consumo de bebidas alcoólicas e excesso de peso.
Obesidade & Álcool
"O tabagismo vem diminuindo nas últimas décadas, o que representa uma conquista da saúde pública. No entanto, o aumento da obesidade e do consumo de álcool pode reduzir parte desse benefício e contribuir para o crescimento dos casos de câncer no futuro", alerta Bruno Araújo.
Gordura corporal
O especialista explica que o excesso de gordura corporal provoca um estado permanente de inflamação no organismo, altera hormônios e favorece mecanismos que estimulam o desenvolvimento de diversos tipos de câncer, como os de mama, endométrio, intestino e fígado. Já o álcool também está diretamente associado ao desenvolvimento da doença. Durante seu metabolismo, o organismo produz acetaldeído, substância reconhecida como cancerígena pela própria Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer.
Cadastro Único
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), orienta a população sobre as mudanças promovidas pela Portaria MDS nº 1.199/2026, que estabelece novas regras para atualização cadastral de famílias unipessoais inscritas no Cadastro Único. A secretaria também reforça o alerta para tentativas de golpe praticadas por pessoas que se passam por entrevistadores do Cadastro Único durante falsas visitas domiciliares.
Visitas domiciliares
Como parte da adequação às novas normas, a Semfas realiza visitas domiciliares às famílias unipessoais para atualização cadastral do Programa Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Bolsa Família e BPC
A Portaria MDS nº 1.199/2026 entrou em vigor no dia 15 de julho deste ano e determina que, a partir de julho de 2027, a atualização cadastral de famílias unipessoais beneficiárias do Bolsa Família somente poderá ser realizada por meio de entrevista no domicílio da família. A mesma exigência também passará a valer para a inclusão e atualização cadastral de requerentes ou beneficiários do BPC. Em ambos os casos, o órgão gestor federal do Cadastro Único poderá estabelecer exceções.
Acordo judicial
Até julho de 2027, permanece válido um acordo judicial que permite a inscrição, a atualização cadastral, a concessão e a manutenção do Bolsa Família e do BPC para famílias compostas por apenas uma pessoa, mesmo sem a realização da entrevista domiciliar. Entretanto, a entrevista em domicílio já é obrigatória para novas inclusões de famílias unipessoais no Programa Bolsa Família, bem como para casos de averiguação cadastral ou quando houver indícios de inconsistências nas informações prestadas.
CRÍTICAS E SUGESTÕES
habacuquevillacorte@gmail.com e habacuquevillacorte@hotmail.com
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se