Aguarde, carregando...

Terça-feira, 07 de Julho 2026
Carregando jogos...
Colunas/Política e Cotidiano

Falta de água em Sergipe: “nota só” da oposição será tema principal da eleição

A tão criticada DESO foi contratada para tentar ajudar a IGUÁ a conter os problemas de falta de água

Falta de água em Sergipe: “nota só” da oposição será tema principal da eleição
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Essa semana, em meio a mais problemas relacionados ao desabastecimento de água em Sergipe, principalmente após a privatização de parte dos serviços da DESO para a Iguá Saneamento, o governador Fábio Mitidieri (PSD) fez uma avaliação positiva de sua gestão durante uma entrevista, apontando avanços em diversas áreas e que, segundo ele, a questão da falta de água nas torneiras é mais uma discussão política que vem sendo encabeçada por seus adversários da oposição.

Mas a falta de água em Sergipe tem sido uma constante e que vem deixando a população revoltada com os serviços prestados pela Iguá, da Grande Aracaju até as mais distantes regiões do Estado. A fala do governador é indevida e passa a impressão de alguém que está tentando “minimizar” um problema que tem sido responsável por sua queda na popularidade, contribuindo diretamente para que as pessoas passem a rejeitar seu governo.

Sem liderança, sem articulação e agora sem planejamento! O governador tentou acertar privatizando parte dos serviços da DESO para a IGUÁ, mas o que estava ruim ficou ainda pior. Mas e qual foi a “estratégia” inicial do governo e seus aliados? Jogar toda a carga de responsabilidade na Companhia Pública de Saneamento. Coitada da DESO e dos seus servidores, que passaram décadas lutando para garantir o abastecimento regular para o povo e agora parece ter virado “o patinho feio”!

A impressão é que a IGUÁ ainda se ambientava com o sistema, por mais que tivesse toda expertise necessária para assumir a demanda, demonstrou incapacidade para resolver a falta de água nas torneiras que já era uma realidade pelo Alto e Médio Sertão, em regiões do Agreste, mas que agora virou algo “comum”, semana após semana, inclusive na Grande Aracaju. Sem conseguir convencer ninguém que a culpa era da DESO e não da Iguá, o jeito foi “pedir arrego” na Companhia de Saneamento!

É isso mesmo que você está lendo: a tão criticada DESO foi contratada pelo governo de Fábio Mitidieri e pela IGUÁ para tentar ajudar a conter os problemas de falta de água nas torneiras dos sergipanos. É mole? E, diante do estrago político e eleitoral, o governador mudou o discurso e agora acompanha de perto os serviços realizados pela Companhia estatal! Dá para acreditar? A crise hídrica em Sergipe é uma realidade e certamente será um dos temas mais comentados na campanha eleitoral deste ano.

Se o governador Fábio Mitidieri achou que uma “minimizar” o sofrimento das pessoas dizendo que a crise hídrica em Sergipe era uma “nota só” de sua oposição que não teria outro tema para criticar de sua gestão, o chefe do Executivo precisa entender que sem água a população não toma banho, não faz suas necessidades, não lava louças e roupas e tem dificuldade até para cozinhar. Não é só questão de sobrevivência, mas de dignidade, respeito e uma questão de saúde pública.

Recentemente, visivelmente incomodado com o crescimento de sua rejeição por conta da falta de água nas torneiras, o governador reconheceu o problema e anunciou que, de uma forma ou de outra, encontraria uma solução. Pior que seus deputados, por maioria, aprovaram o uso indeterminado pelos prefeitos municipais do dinheiro recebido com a privatização de parte dos serviços da DESO. Não dá nem para devolver o dinheiro para a IGUÁ e romper o contrato! Pobre, povo sergipano! Tem “sede de mudança”...

 

Veja essa!

O deputado estadual Georgeo Passos (Republicanos) questionou, durante a prestação de contas da Secretaria de Estado da Saúde, referente ao 3º quadrimestre de 2025, em explanação feita pelo secretário Jardel Mitermayer na Alese, sobre o ofício encaminhado pelo parlamentar à SES, solicitando esclarecimento do atraso de pagamento a uma empresa prestadora de serviço, gerando uma multa quase milionária ao estado.

 

E essa!

“Encaminhei o Ofício nº 19/2026, recebido na secretaria dia 24 de março. Tive acesso a um pagamento que me chamou muita a atenção, tendo em vista que o governo faz propaganda que está bem financeiramente, que o caixa do estado tem dinheiro, tem recurso. Se tem dinheiro, o que justifica o governo atrasar o pagamento de uma conta, de uma fatura?”, pontuou Georgeo.

 

Georgeo Passos I

O deputado disse que o não pagamento da Secretaria de Saúde a uma empresa gerou uma fatura de quase R$ 1 milhão de juros e multas. “Nesse caso específico, a inadimplência da Secretaria de Estado da Saúde gerou uma fatura no valor de R$ 952.370,79. Isso foram os encargos pela inadimplência, ou seja, a empresa apresentou uma fatura ao estado, passou o prazo contratual o estado não pagou (não sei se foi por não ter o dinheiro em caixa). E depois a empresa buscou dentro do contrato esse pagamento. A empresa em questão foi o Consórcio Celi, na construção da obra do Hospital do Câncer”, relatou.

 

Georgeo Passos II

Georgeo indagou ao secretário qual teria sido o motivo do não pagamento; se tem outras situações semelhantes na pasta; se na gestão atual está gerando atraso de pagamento a fornecedores e de prestadores de serviço. “Foi algo que não entendi nessa conta. O governo faz propaganda, diz que está com o cofre cheio de dinheiro, mas atrasando conta e gerando quase R$ 1 milhão de juros e multas. E quem pagou? O Estado de Sergipe (nesse caso, através da Secretaria de Saúde)”, frisou Passos, lamentando que a realidade propagada pelo governo é fictícia.

 

Olha a FAMES!

A Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (FAMES) realizou mais uma edição do Capacita FAMES, desta vez em parceria com a Secretaria Especial de Representação de Sergipe em Brasília (Serese). O encontro reuniu gestores e técnicos municipais para tratar de dois instrumentos voltados à gestão pública: o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e a Plataforma Contrata + Brasil.

 

Palestrantes

Participaram como palestrantes representantes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que apresentaram orientações práticas sobre a utilização das ferramentas.


José Luciano Filho

Presente no evento, o secretário da Serese, José Luciano Filho, destacou a proposta do encontro ao abordar temas que, de acordo com ele, ainda geram dúvidas na aplicação. “O Contrata Mais Brasil é um programa novo, recém-criado, coisa de um ano pelo Governo Federal, o que ainda gera muita dúvida na sua execução”. Segundo o secretário, a iniciativa do evento busca contribuir para o esclarecimento dessas questões e para o uso das ferramentas no dia a dia da administração municipal.

 

Levi Duarte

Representando o MGI, Levi Duarte explicou o funcionamento da plataforma e sua aplicação no contexto escolar. “A convite da FAMES, a gente está aqui hoje para falar um pouquinho do Contrata Mais Brasil, específico para os diretores escolares que usam o dinheiro do PDDE. A plataforma hoje já conta com 1,4 mil órgãos que aderiram e mais de 10 mil fornecedores”, detalhando que a ferramenta reúne serviços como pequenos reparos e aquisição de alimentos da agricultura familiar.

 

Necessidades prioritárias

Já Hudson, coordenador de Assistência, Monitoramento e Avaliação do PDDE, abordou o funcionamento do programa voltado às escolas públicas. “O Programa Dinheiro Direto na Escola fornece às escolas um recurso para que elas possam executar necessidades prioritárias, tanto na infraestrutura física quanto pedagógica”, explicou o coordenador.

Eduardo Amorim I

O pré-candidato ao Senado Federal e médico anestesiologista, Eduardo Amorim (Republicanos), esteve em Nossa Senhora da Glória. Ao lado do pré-candidato ao Governo do Estado, Valmir de Francisquinho, Eduardo conversou com a população gloriense na tradicional feira livre municipal e em lojas do comércio local, onde ouviu queixas sobre o desenvolvimento do município, sobretudo sobre o sistema de abastecimento de água; assistente de saúde pública; bem como no que se refere à qualidade das rodovias.

 

Eduardo Amorim II

“A essência do povo nordestino está bem atrelada a movimentos econômicos como feiras livres e mercados municipais. Hoje, aproveitamos as visitas pelo Sertão para reencontrar amigos de Nossa Senhora da Glória, conversar com feirantes que vêm de outros municípios sergipanos, além de lojistas. Foi também aqui nestes polos comerciais que nos deparamos com reclamações públicas, sobretudo pelo constante desabastecimento de água, a falta de rodovias estaduais duplicadas e a ausência de assistência básica de saúde nas unidades públicas”, afirmou Eduardo Amorim.

Investimentos em Glória I

Ao longo de sua atuação parlamentar, Eduardo Amorim destinou recursos significativos para Nossa Senhora da Glória, contemplando áreas como infraestrutura, saúde, educação e segurança pública. As ações incluem ainda o fortalecimento do setor agrícola, com a entrega de equipamentos, além de investimentos voltados à saúde preventiva e à melhoria urbana. O pré-candidato também teve atuação política na viabilização do campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS) no município, iniciativa estratégica para o desenvolvimento do sertão.

 

Investimentos em Glória II

“Representei Sergipe em Brasília, no Senado Federal, e em momento algum deixei de receber prefeitos, vereadores e lideranças de Glória. Nos oito anos de mandato direcionei sucessivas emendas parlamentares para a administração pública, com destaque para todo o trabalho que resultou na construção do campus universitário. A UFS do Sertão sergipano se tornou uma realidade devido ao nosso empenho, iniciado em diálogos semelhantes aos que ocorreram neste sábado ao lado de Valmir de Francisquinho”, completou.

 

Alessandro Vieira I

O senador Alessandro Vieira (MDB) apresentou emendas à Medida Provisória 1.348/2026 para estender às polícias estaduais e municipais a compensação por atividades extraordinárias, benefício atualmente restrito às forças federais. A proposta busca valorizar profissionais que atuam diretamente em operações contra o crime organizado, grandes eventos e situações de emergência em todo o país.

 

Alessandro Vieira II

Pelo texto, policiais militares, civis, penais e integrantes das guardas municipais passam a poder receber retribuição temporária quando mobilizados para missões extraordinárias. O pagamento terá limite de até 30% da remuneração e caráter transitório, aplicado apenas em situações específicas, como operações especiais, reforço de policiamento e ações emergenciais.

 

Alessandro Vieira III

A emenda também autoriza que recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), abastecido com receitas das apostas esportivas, sejam utilizados para ressarcir despesas de saúde dos profissionais das polícias estaduais e municipais, mediante comprovação. Para garantir responsabilidade fiscal, a proposta estabelece que os gastos com compensação extraordinária e saúde não ultrapassem 40% dos recursos do fundo oriundos das bets.

 

Alessandro Vieira IV

O texto ainda prevê mecanismos de transparência. O Ministério da Justiça deverá publicar relatórios semestrais com o número de beneficiados, os valores pagos e as situações que motivaram as compensações. Ao justificar a proposta, Alessandro Vieira defendeu a ampliação do alcance da medida e o reconhecimento do trabalho das forças de segurança que atuam diretamente no combate à criminalidade. “Não faz sentido garantir mecanismos de retribuição apenas para forças federais, quando as estaduais e municipais suportam o maior volume de combate ao crime”, afirmou.

 

Corrige lacuna

Segundo o senador, a emenda corrige uma lacuna da MP 1.348/2026, que criou mecanismo de financiamento com recursos das apostas, mas concentrou os benefícios nas forças federais. A proposta mantém limites para evitar descontrole fiscal e assegura que a maior parte dos recursos do FNSP continue destinada a investimentos em estrutura, equipamentos e operações de segurança pública.

 

Yandra Moura I

O Projeto de Lei 126/2026, de autoria da deputada federal Yandra Moura (União), assegura ao trabalhador o direito de não responder a mensagens, ordens ou demandas fora da jornada de trabalho. A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e busca proteger o período de descanso e a saúde mental.

 

Yandra Moura II

Pelo texto, o empregado não poderá sofrer qualquer tipo de punição, advertência ou prejuízo profissional caso ignore comunicações fora do horário contratado. A medida vale para contatos por aplicativos, e-mail, telefone ou qualquer meio digital.

 

Yandra Moura III

O projeto também determina que o tempo gasto em respostas durante o período de descanso deverá ser contabilizado como hora extra. Empresas com mais de 50 funcionários terão de adotar uma política interna de desconexão, com regras claras sobre o uso de ferramentas digitais fora do expediente.

 

Yandra Moura IV

A proposta prevê ainda multa administrativa para empregadores que descumprirem a norma, além da possibilidade de indenização por danos morais ao trabalhador. As regras se aplicam a todos os formatos de vínculo, incluindo teletrabalho e trabalho remoto. Na justificativa, a autora aponta o avanço da hiperconectividade como fator de adoecimento. Dados citados no projeto indicam aumento expressivo de afastamentos por transtornos mentais no país, além da alta de casos de burnout e do impacto econômico associado. “A hiperconectividade tem imposto uma cultura de disponibilidade permanente, que adoece o trabalhador e invade sua vida privada. É preciso estabelecer limites claros”, afirma Yandra Moura.

 

Modernizar a legislação

Segundo a deputada, a proposta segue tendência internacional já adotada em países como França, Espanha e Portugal, onde leis semelhantes foram implementadas para garantir o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. “O objetivo é modernizar a legislação trabalhista brasileira e assegurar que o descanso seja efetivamente respeitado. Proteger a saúde mental também é proteger a produtividade e o ambiente de trabalho”, diz. O projeto ainda será analisado pelas comissões da Câmara antes de seguir para votação em plenário.

 

Fábio Meireles I

O vereador Fábio Meireles (PDT) esteve na sede do Projeto Cultivando Sementes, na comunidade do Tamandaré, no bairro Santos Dumont, para fazer a entrega de tatames (tapetes acolchoados), visando atender crianças e adolescentes que participam de projetos sociais.  O tatame ajuda a amortecer impactos, protege o piso e garante mais estabilidade durante atividades físicas ou momentos de lazer.  

 

Fábio Meireles II

O Projeto Cultivando Sementes é um trabalho conduzido com dedicação pelos mestres Elias e Miriam, que se doam diariamente para ensinar capoeira, promovendo disciplina, respeito e oportunidade para crianças e jovens. O parlamentar esteve acompanhado da sua esposa, presidente da ONG Carinhoso, Ítala Meireles. Através das redes sociais, o vereador destacou que são iniciativas simples, mas cheias de propósito, que fazem a diferença na vida de muitas pessoas.

 

Fábio Meireles III

“Hoje foi dia de fortalecer uma dessas ações com a entrega do tatame para um projeto social, porque amo trabalho social. Não sou um político apenas em época de eleição. Estou aqui em nome de um morador da periferia, do bairro Soledade, onde resido. A Dupla faz com o coração, é gratificante quando eu vejo um trabalho com pessoas como Elias e Mirian, que renunciam ao tempo para dá aulas. O tatame é para proteger vocês, mas a intenção do projeto é formar cidadãos para que façam a diferença lá na frente, em nossa cidade, nosso estado e nosso país”, destacou o vereador.  

 

Laércio Oliveira I

O Barco de Fogo de Estância pode ser reconhecida como manifestação da cultura nacional. A regra está no PL 2.772/2024, aprovado essa semana pela Comissão de Educação (CE). O projeto passou na forma de um substitutivo (texto alternativo) proposto pelo relator, senador Laércio Oliveira (PP), e ainda será votado em turno suplementar na CE. Aprovado na comissão, se não houver recurso para votação em Plenário, a proposta seguirá para análise da Câmara dos Deputados. 

 

Laércio Oliveira II

O Barco de Fogo é é considerado patrimônio histórico e cultural de Sergipe. Ele é feito de madeira e papel, construído de forma artesanal e tradicionalmente vinculado às festas de São João do município de Estância. A estrutura é movida por fogos de artifício e desliza por um cabo de aço. Criada pelo fogueteiro Antônio Francisco da Silva Cardoso no final da década de 1930, a técnica é transmitida de geração em geração.

 

Laércio Oliveira III

Ao recomendar a aprovação do substitutivo, Laércio Oliveira lembrou que a Constituição atribui ao Estado o dever de apoiar e incentivar a valorização e a difusão das manifestações culturais, além de proteger aquelas que são fruto das culturas populares. “No mérito, observa-se a finalidade louvável da proposição, haja vista o reconhecimento da manifestação cultural e o compromisso com a preservação da herança cultural brasileira. O reconhecimento certamente estimulará a atratividade do evento de modo a potencializar o turismo e a economia local”, disse Laércio Oliveira.

O projeto é de autoria do senador do senador Rogério Carvalho (PT).

 

CRÍTICAS E SUGESTÕES

habacuquevillacorte@gmail.com e habacuquevillacorte@hotmail.com

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Panorama Sergipe
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR