O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom nesta quinta-feira (30/1) ao comentar a possibilidade de a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, assumir um cargo estratégico no Palácio do Planalto.
Durante coletiva de imprensa, Lula foi enfático: “Ela tem condição de ser ministra em muitos cargos. Até agora, não tem nada definido”.
Nos bastidores, a informação que circula é de que Gleisi está cotada para assumir a Secretaria-Geral da Presidência, atualmente ocupada por Márcio Macêdo. A possível mudança faz parte da reforma ministerial planejada por Lula para fortalecer a articulação política do governo.
Durante a entrevista, o presidente não economizou elogios a Gleisi, classificando-a como um “quadro muito refinado” na política nacional. “Politicamente, tem pouca gente nesse país mais refinado do que a Gleisi”, afirmou.
Lula também rebateu críticas que apontam a deputada como uma figura polêmica e radical:
“Para ser presidente do PT, ela tem que falar a linguagem do PT. Se ela não quiser ser assim, ela que vá para o PSDB, para outro partido político”, disparou.
A nomeação de Gleisi representa um fortalecimento do PT dentro do governo, consolidando ainda mais a influência da legenda na administração federal. Caso se confirme sua indicação, o partido deverá nomear um presidente interino até julho, quando será realizada uma nova eleição interna.
Com um histórico político robusto, Gleisi Hoffmann já foi ministra-chefe da Casa Civil no governo Dilma Rousseff, senadora pelo Paraná e, atualmente, exerce mandato como deputada federal. Sua entrada no Planalto será um movimento estratégico para reforçar o diálogo entre o governo e a base petista, ao mesmo tempo em que marca uma clara sinalização de Lula para seus aliados e opositores.
Enquanto as articulações avançam nos bastidores, a permanência de Márcio Macêdo no cargo fica cada vez mais incerta. A decisão final, contudo, está nas mãos do presidente, que tem até março para definir os rumos da reforma ministerial.