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Educação

Justiça concede liminar para que professora perseguida em Itaporanga volte imediatamente ao trabalho

A professora Rosemary recebeu uma suspensão de 60 dias

Justiça concede liminar para que professora perseguida em Itaporanga volte imediatamente ao trabalho
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Por lutar por seus direitos, por participar de atos de seu Sindicato (SINTESE), por cobrar valorização para professoras e professores de Itaporanga e qualidade nas estruturas das escolas municipais, a professora Rosemary Santos Andrade, passou a ser perseguida pelo secretário municipal de educação de Itaporanga D’ajuda.

A situação chegou ao cumulo da professora Rosemary receber uma suspensão de 60 dias de suas atividades, sem qualquer motivo ou justificativa por parte da secretaria municipal da educação. Recebeu apenas um documento que constava a suspensão.

A ação ilegal do gestor municipal da educação fez com que o SINTESE, por meio de sua assessoria jurídica, entrasse com pedido de liminar na justiça solicitando a imediata volta da professora as suas atividades de trabalho.

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A Secretaria Municipal da Educação de Itaporanga, por meio de seu secretário, age na ilegalidade na medida em que não apresenta argumento, motivo, objetivo, finalidade e competência para simplesmente suspender uma professora por 60 dias. A ação vai de encontro aos direitos do servidor público e, portanto, de encontro a Lei.

O juiz da 1ª vara cível e criminal de Itaporanga D’Ajuda, Anderson Clei Santos, por coadunar da mesma compreensão que o SINTESE, concedeu a liminar e determinou que a professora Rosemary Santos Andrade volte imediatamente para seu local de trabalho.

“Para nós representa uma vitória. Vitória contra o desmando, contra o autoritarismo e a favor da liberdade que todas e todos temos de nos manifestar, de expressar nossas opiniões políticas, de lutar pelo que acreditamos. A decisão do juiz serve de prova e de lição para aqueles que acham que são donos dos municípios, das prefeituras, da secretaria municipais. As gestões passam, nós trabalhadoras e trabalhadores públicos ficamos e damos o nosso melhor a população. A justiça foi feita e a professora Rosimary vai voltar de onde nunca devia ter saído: da sala de aula, onde contribui para construir diariamente sonhos e o futuro de criança de Itaporanga”, comemora a vice-presidente do SINTESE, professora Ivônia Ferreira.

Por Luana Capistrano

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