O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) permanece em greve de fome no plenário 5 da Câmara dos Deputados, onde o Conselho de Ética aprovou a cassação de seu mandato por quebra de decoro parlamentar. Após 59 horas sem se alimentar, o parlamentar já perdeu cerca de 2 kg e tem ingerido soro para atenuar os efeitos da greve.
A cassação foi motivada por um episódio ocorrido em abril de 2024, quando Glauber expulsou da Câmara, com chutes, o militante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro. O deputado afirma que sua reação foi uma resposta a ofensas dirigidas à memória de sua mãe falecida.
Em nota, a equipe de Glauber informou que ele continuará em greve de fome até que o processo de cassação seja concluído. O parlamentar declarou: "Não vou voltar atrás em nenhuma das minhas decisões. Meu ato de estar aqui, em greve de fome, é minha resposta. Sei que há muitas pessoas preocupadas com minha saúde, mas quero dizer que estou bem. Quando isso tudo vai parar? Quando parar a perseguição que estou sofrendo por dizer verdades que não queriam que fossem faladas".
O processo agora segue para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde o deputado pode apresentar recurso. Caso a CCJ mantenha a decisão do Conselho de Ética, a cassação será submetida ao plenário da Câmara para votação final.
Glauber Braga tem recebido apoio de colegas parlamentares e de movimentos sociais, que consideram a cassação uma tentativa de silenciar vozes críticas no Congresso. Enquanto isso, o deputado segue firme em seu protesto, mesmo diante dos riscos à sua saúde.