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Sábado, 02 de Maio 2026
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Dermatologista do Ipesaúde destaca importância do diagnóstico precoce da hanseníase

Segundo dados do MS, mais de 17 mil novos casos foram registrados em 2022 no Brasil

Dermatologista do Ipesaúde destaca importância do diagnóstico precoce da hanseníase
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O mês de janeiro é dedicado à campanha ‘Janeiro Roxo’, que tem como objetivo sensibilizar a população sobre a luta contra a hanseníase, uma doença crônica e infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, amplamente presente no Brasil. O país é o segundo no mundo em número de casos de hanseníase, ficando apenas atrás da Índia. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 17 mil novos casos foram registrados em 2022. A dermatologista do Instituto de Promoção e Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Sergipe (Ipesaúde), Raquel Mazzotti, enfatiza que o diagnóstico precoce é crucial na prevenção da doença.

A especialista esclarece que a hanseníase é passível de tratamento e cura, ressaltando a importância do diagnóstico precoce realizado clinicamente, por meio de exame físico. Durante essa avaliação, o médico observa manchas na pele e realiza o teste de sensibilidade. "A primeira sensibilidade a ser alterada é a térmica, ou seja, de temperatura. Quando o médico percebe que o paciente está com dificuldade de sentir o frio ou o calor no local afetado, é um indício de hanseníase", explica Mazzotti.

A dermatologista afirma que a hanseníase afeta principalmente a pele, atingindo também os nervos periféricos, olhos e, em alguns casos, pode resultar em deformidades e incapacidades físicas. Ela destaca a importância de ficar atento aos sinais e sintomas, como manchas brancas ou avermelhadas, com alteração de sensibilidade. Mazzotti enfatiza a necessidade de buscar atendimento médico diante desses sintomas, especialmente para aqueles que têm ou tiveram contato próximo de alguém que já foi diagnosticado com a doença, uma vez que o período de incubação pode ser prolongado.

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No Ipesaúde, a médica revela que atende regularmente pacientes com hanseníase. "Não é algo distante da nossa realidade, e muitas vezes a pessoa nos procura por outro motivo e acaba descobrindo a hanseníase durante o exame", diz.

A especialista destaca que a principal via de transmissão da hanseníase é a respiratória, por inalação de gotículas contendo a bactéria causadora, o que favorece a transmissão no cotidiano. Mazzotti ressalta a importância de avaliar as pessoas próximas ao paciente no momento do diagnóstico, pois pode haver indivíduos com menos sintomas, mas que estão infectados. Ela adverte que, se o tratamento não for estendido ao entorno do paciente, a doença pode ressurgir por nova infecção.

Quanto à transmissão da doença, a médica esclarece que, uma vez iniciado o tratamento, o paciente não a transmite mais. No entanto, ela destaca a dificuldade de aceitação e preconceito, inclusive por parte dos familiares, em relação ao diagnóstico da hanseníase. Mazzotti enfatiza que o tratamento oferece a possibilidade de cura e a informação desempenha um papel crucial na superação desse estigma.

A dermatologista também enfatiza a importância da Campanha 'Janeiro Roxo' como um meio eficaz de conscientização sobre a hanseníase. "Devemos dar atenção significativa à hanseníase e discutir não apenas com a população, mas também com profissionais de saúde e de outras áreas para aumentar a conscientização", conclui.

Foto: Ascom/ Ipesaúde

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