A coluna de Malu Gaspar traz uma análise interessante sobre o impacto do episódio de agressão entre José Luiz Datena e Pablo Marçal durante o debate da TV Cultura. A questão central da discussão é o possível efeito da "cadeirada" no comportamento do eleitorado e nas campanhas dos dois candidatos. O fato de ambos estarem entre os mais rejeitados da disputa reforça a complexidade de avaliar os reflexos desse incidente.
Por um lado, o crescimento de seguidores de Marçal, que ganhou dez vezes mais que Datena, pode sugerir uma maior mobilização em torno do ex-coach. No entanto, a coluna destaca que os grupos focais identificaram um possível "efeito positivo" para Datena em parcelas do eleitorado que já estavam cansadas das provocações de Marçal, enxergando-o como "herói" após a reação. Esse tipo de resposta pode refletir uma espécie de anti-herói na política, onde figuras que reagem de forma mais agressiva acabam atraindo simpatia de eleitores desiludidos com o discurso tradicional.
A comparação de Marçal da agressão com a facada de Bolsonaro em 2018 também demonstra a estratégia de tentar capitalizar o ocorrido como um ataque pessoal, algo que poderia reverter parte de sua rejeição crescente. Porém, a coluna de Gaspar sugere que essa tentativa pode ser limitada, já que o episódio ainda precisa "decantar" e passar pelo crivo das próximas pesquisas para mostrar se realmente terá efeitos duradouros.
O texto sugere que, embora a agressão possa inicialmente movimentar a base de seguidores de ambos, o impacto no resultado eleitoral depende de como cada um irá explorar politicamente o evento. Tanto Datena quanto Marçal lidam com altos índices de rejeição, e será crucial acompanhar se o eleitorado vê essa "cadeirada" como um ponto de virada ou apenas mais um episódio de tumulto em uma campanha marcada pela polarização e pelos ataques pessoais.