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Sábado, 02 de Maio 2026
Notícias/Direito e Justiça

Campanha alerta para o combate ao trabalho infantil no estado de Sergipe

A iniciativa destaca papel de toda a sociedade na proteção de crianças e adolescentes

Campanha alerta para o combate ao trabalho infantil no estado de Sergipe
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Uma infância marcada por riscos, exploração e vulnerabilidade. Em todo o país, milhares de crianças e adolescentes são vítimas do trabalho infantil. Dados divulgados pelo IBGE, na PNAD Contínua, mostram que, em 2022, 1,9 milhão de crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos estavam em situação de trabalho infantil no Brasil, o que corresponde a 4,9% da população nessa faixa etária. Os números indicam uma reversão em um cenário que, desde 2016, estava em queda. Naquele ano, eram 2,1 milhões de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil. O número caiu para 1,8 milhão em 2019 e voltou a subir três anos depois. 

De acordo com o coordenador regional da Coordenadoria Nacional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes à Exploração do Trabalho de Crianças e Adolescentes (Coordinfância), o Procurador do Trabalho Raymundo Ribeiro, a sociedade ainda atribui essa realidade a uma questão cultural, mas é preciso ir além. "A desigualdade é maior causa de trabalho infantil. Embora existam políticas públicas, elas não são suficientes para debelar definitivamente o problema. Por isso, precisamos de mais educação, mais distribuição de renda e políticas públicas de prevenção ao trabalho infantil", destacou. 

Férias sem trabalho infantil

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Diante de tantas dificuldades econômicas enfrentadas pelas famílias, os casos de trabalho infantil se multiplicam, inclusive no período de férias escolares. Para conscientizar a sociedade, a Justiça do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI) lançaram a campanha "Férias sem Trabalho Infantil", que continua até o mês de fevereiro, quando ocorre o Carnaval. "O trabalho infantil, às vezes, é difícil de fiscalizar, como o trabalho infantil doméstico e o executado em regime de economia familiar. Mesmo sendo ilegal e com a consciência da sociedade sobre isso, muitas vezes acontece às escondidas e nem sempre está evidente a figura do explorador. Aqui, em Sergipe, registramos casos principalmente em feiras livres e o MPT-SE tem buscado a responsabilização dos municípios que permitem ou concedem o espaço público para as feiras livres", explicou o Procurador Raymundo Ribeiro. 

Trabalho infantil

É considerado trabalho infantil no Brasil aquele realizado por crianças ou adolescentes com idade inferior a 16 anos, a não ser na condição de aprendiz, quando a idade mínima permitida passa a ser de 14 anos. Entre as piores formas de trabalho infantil, classificadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) está o comércio ambulante, realizado por crianças e adolescentes em ruas e em áreas públicas.

Entre 16 e 18 anos de idade os adolescentes podem trabalhar, desde que de forma protegida e em locais adequados, sendo vedado o trabalho noturno, realizado entre as 22 horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte, perigoso, insalubre, penoso ou realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social. Também é vedado o trabalho realizado em horários e locais que não permitam a frequência à escola.

Os casos podem ser denunciados pelo site do Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE): prt20.mpt.mp.br, através do aplicativo MPT Pardal, pelo telefone 3194-4600 e pelo Disque 100. 

Foto assessoria

Por Lays Millena Rocha

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