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Segunda-feira, 20 de Abril 2026

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Vereador do PL que mantinha menor como escrava sexual perde o mandato

Thiago Bitencourt foi preso em 31 de maio, sob graves acusações de abuso sexual e pedofilia

Vereador do PL que mantinha menor como escrava sexual perde o mandato
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Na tarde desta segunda-feira (09), a Câmara Municipal de Canarana, no estado de Mato Grosso, formalizou a extinção do mandato do ex-vereador Thiago Bitencourt Ianhes Barbosa (PL), após sua prisão em 31 de maio, sob graves acusações de abuso sexual e pedofilia.

O ex-parlamentar havia solicitado a renúncia de seu cargo na semana anterior, mas a Câmara precisou ratificar o pedido por meio de uma sessão extraordinária, que ocorreu às 15h.

Com a extinção do mandato, o suplente Milton Blass, conhecido como Miltinho (PL), foi convocado para ocupar a vaga deixada pelo ex-vereador. O Regimento Interno da Câmara Municipal de Canarana estabelece que, mesmo com o pedido de renúncia, o plenário tem o dever de formalizar o ato, o que motivou a convocação da sessão extraordinária.

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Denúncias de Abuso e Pedofilia

O caso de Thiago Bitencourt gerou grande repercussão após uma série de denúncias alarmantes. A prisão do ex-vereador ocorreu depois que o pai de uma menina de apenas 2 anos relatou que sua cunhada, de 17 anos, havia enviado fotos da criança em poses sensuais ao político. O pai da criança também revelou que a cunhada seria mantida como “escrava sexual” do ex-vereador.

Além disso, outra denúncia, feita por uma adolescente de 15 anos, indicou que Thiago a teria abusado sexualmente desde os 12 anos. Durante as investigações, a polícia encontrou roupas infantis e objetos sexuais na casa do ex-vereador, evidenciando a gravidade das acusações. Uma paciente adulta de 29 anos também denunciou que sofreu abusos dentro do consultório de Thiago, e que ele teria demonstrado interesse pela filha dela, de apenas 8 anos.

Ação do Partido Liberal

Com a crescente repercussão do caso, o Partido Liberal (PL) também adotou medidas drásticas. O presidente estadual da sigla, Ananias Filho, determinou a suspensão preventiva da filiação de Thiago, logo após o escândalo tomar proporções públicas. O diretório municipal do PL foi orientado a abrir um processo de expulsão, garantindo o direito de defesa ao ex-vereador, conforme exigido pela legislação interna do partido.

“Todas as medidas administrativas estão sendo tomadas. A situação é grave e o PL não vai ficar inerte. O direito à ampla defesa será assegurado nas instâncias partidárias. É bom que fique claro que as providências serão tomadas, doa a quem doer”, afirmou Ananias Filho, destacando a seriedade com que o partido está lidando com o caso.

Justiça

A extinção do mandato de Thiago Bitencourt é um dos primeiros passos na resposta institucional ao caso, mas a sociedade espera que a justiça siga firme para que ele enfrente as consequências legais de suas ações. O episódio levanta questões importantes sobre a vigilância e responsabilidade de figuras públicas e profissionais da saúde, cujos atos têm um impacto direto na vida das pessoas, especialmente em relação à segurança das crianças e adolescentes.

O processo continua e as vítimas aguardam reparações e justiça. A comunidade de Canarana, e o país, acompanham os próximos passos das investigações, com a esperança de que medidas mais rigorosas sejam adotadas para evitar que tragédias como essa se repitam no futuro.

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