O Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (SINTESE) protocolou, na manhã desta quinta-feira, dia 9 de janeiro, um ofício no Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE-SE) com uma denúncia e pedido de medida cautelar contra o município de Aquidabã. O documento foi encaminhado à presidente da Corte, conselheira Angélica Guimarães, e solicita a suspensão da festa que acontece neste sábado, dia 10, até que seja efetuado o pagamento do salário de dezembro dos professores da rede municipal de ensino.
De acordo com o sindicato, professoras e professores estão sem receber os vencimentos referentes ao mês de dezembro. O presidente do SINTESE, Roberto Silva, criticou a realização do evento diante da pendência salarial.
“Hoje já é dia 9 de janeiro, professoras e professores estão sem o salário de dezembro e amanhã tem uma festa na cidade, com atrações grandes com cachês altos”, afirmou.
Para o dirigente sindical, a situação gera indignação entre os trabalhadores da educação. “É tão absurdo e tão desrespeitoso que gera revolta”, declarou. Ele também questionou o impacto do atraso salarial nas famílias dos profissionais. “Os professores viraram o ano sem salário. Que alegria eles tiveram para comemorar o Natal e o Ano Novo com suas famílias sem seus salários?”, criticou.
Ainda segundo Roberto Silva, o salário é um direito básico do trabalhador. “Salário é direito básico. Quem trabalha tem que receber. É com salário que você alimenta sua família, paga suas contas, garante dignidade para o trabalhador”, disse. O presidente acrescentou que o município também estaria em débito com o pagamento do sexto ferial, que deveria ter sido quitado no meio do ano passado.
A Festa de Santos Reis está anunciada para este sábado, dia 10, com três atrações musicais. Sobre os custos do evento, o presidente do SINTESE afirmou: “Numa olhada rápida em mecanismos de pesquisa na internet, você vê que os cachês dessas bandas tem um valor considerável. Os de Tony Salles e Psirico giram em torno de 300 mil reais e o de Banana Nativa, cerca de 50 mil reais. Não somos contra as bandas, não somos contra festa. Somos contra o desrespeito ao trabalhador. Como que não paga o salário do trabalhador e realiza uma festa desse tamanho? É inaceitável”.
Por fim, o dirigente informou que o sindicato aguarda a decisão do Tribunal de Contas. “Já dialogamos com a Presidência do Tribunal de Contas e aguardamos o deferimento de nosso pedido”, finalizou.
Até o momento, a Prefeitura de Aquidabã, administrada pela prefeita Ana Helena, não se manifestou oficialmente sobre o atraso no pagamento dos salários nem sobre o pedido protocolado no TCE-SE.
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