Em alusão ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou o Seminário Estadual de HIV/Aids. A iniciativa, que integra a programação do Dezembro Vermelho, reuniu médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS), dos Serviços de Assistência Especializada (SAE) e da rede hospitalar para a atualização dos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas voltadas ao HIV.
A qualificação permanente dos profissionais é essencial para a saúde pública. A proposta é ampliar o diagnóstico precoce, fortalecer a prevenção, garantir o acompanhamento adequado das pessoas vivendo com HIV e reduzir a transmissão vertical, promovendo um cuidado mais integral e humanizado em toda a rede.
Para o médico da Atenção Primária no município de Riachão do Dantas, Anderson Menezes, o seminário contribui diretamente para a prática diária nos serviços. “Esse momento é fundamental para nos atualizarmos sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do HIV. Na Atenção Primária, o diagnóstico precoce e a orientação correta fazem toda a diferença para o cuidado do usuário”, destacou.
O médico Anderson Menezes também ressaltou o papel educativo das equipes de saúde junto à população. “Nós somos transmissores dessas informações. Muitas pessoas não têm acesso a conteúdos confiáveis, e cabe a nós levar esse conhecimento tanto nas consultas quanto nas ações educativas, especialmente durante o Dezembro Vermelho”, completou.
Já o enfermeiro da Atenção Primária no município de Lagarto, Pierre Almeida, avaliou que a capacitação fortalece o atendimento humanizado. “O seminário nos ajuda a qualificar o manejo dos pacientes, seja na Atenção Primária ou nos serviços de urgência, reforçando a importância de olhar cada pessoa de forma individual”, explicou.
Ainda segundo o enfermeiro Pierre Almeida, a atualização contribui para um cuidado mais próximo e integrado. “Somos o primeiro contato desses usuários com o sistema de saúde. Relembrar protocolos e discutir humanização nos permite oferecer um atendimento mais acolhedor e resolutivo às pessoas vivendo com HIV e Aids”, concluiu.

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