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Sexta-feira, 14 de Agosto 2026
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Secretária da Fazenda destaca na Assembléia os bons resultados da gestão fiscal do Estado de Sergipe

Em apresentação na Comissão de Economia, Sarah Tarsila destacou crescimento das receitas

Secretária da Fazenda destaca na Assembléia os bons resultados da gestão fiscal do Estado de Sergipe
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A secretária de Estado da Fazenda, Sarah Tarsila, apresentou nesta quarta-feira (06), à Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e Tributação da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), a Avaliação de Cumprimento de Metas Fiscais relativas ao terceiro quadrimestre de 2023.

Durante o encontro com os deputados, que é previsto pelo parágrafo 4º do artigo 9º da Lei de Responsabilidade Fiscal, ela destacou a nova política de gestão fiscal adotada pelo Governo desde o início de 2023 para melhorar seus indicadores financeiros e aumentar o volume de recursos destinados aos investimentos.

A Receita Corrente Líquida (soma de todas as receitas de tributos de um governo, contribuições e transferências, ou seja, a arrecadação total) cresceu 11,8%, em relação a 2022, atingindo R$ 12,6 bilhões, e é considerada a maior da história. O percentual foi o quinto maior do país, ficando apenas atrás do obtido pelo Piauí, Rio Grande do Norte, Distrito Federal e Rio Grande do Sul.

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Em 2023, Sergipe também foi destaque na arrecadação de receitas próprias, atingindo a marca de R$ 5,58 bilhões, alcançados por meio do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Circulação de Veículos (IPVA) e o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação de quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD), o melhor resultado da história.

Isso representa um crescimento nominal de 11,57% em relação ao verificado no ano anterior, quando o volume de recursos atingiu os R$ 5,01 bilhões.  “O indicador é resultado de um trabalho da Sefaz para melhorar a relação dos contribuintes com o Fisco Estadual, a modernização da legislação tributária e o investimento em tecnologia para coibir práticas de sonegação fiscal”, explicou Sarah Tarsila.

Somente em relação ao ICMS, Sergipe apresentou em 2023 a quinta maior taxa de crescimento do país, alcançando a marca de R$ 5,06 bilhões, um aumento de 10,15% em relação ao ano anterior, abaixo apenas do obtido por Alagoas, Piauí, Rio Grande do Norte e Tocantins. O volume arrecadado com o imposto corresponde atualmente a 71,22% da receita tributária do Estado.

Controle das despesas

Aliado ao trabalho para incrementar as receitas do Estado, a secretária da Fazenda destacou que o Governo tem procurado implementar uma política de responsabilidade fiscal, de forma a melhorar a eficiência no uso dos recursos públicos.

Uma prova disso é que Sergipe foi o quinto estado no país a registrar o menor crescimento de despesas correntes em 2023, de acordo com dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). No período foi apontado um acréscimo de 4,28% nos gastos, percentual abaixo da inflação (4,62%) e inferior apenas ao alcançado por São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco.

O volume cresceu de R$ 11,8 bilhões em 2022 para R$ 12,3 bilhões em 2023. O dado ganha ainda mais importância quando comparado ao ano anterior, quando o crescimento nos gastos foi de 15%, o que representa mais de R$ 1,5 bilhão para os cofres públicos.

Despesas correntes são todas aquelas que não contribuem diretamente para a formação ou aquisição de um bem de capital. Fazem parte dessa categoria, por exemplo, os recursos direcionados aos salários e encargos com pessoal, juros da dívida, aquisição de materiais de consumo, pagamento de diárias, contribuições, subvenções e auxílios.

Um outro indicador que aponta o sucesso da gestão fiscal implementada pelo Governo é que, mesmo diante de um crescimento de Despesa de Pessoal do Poder Executivo no terceiro quadrimestre de 2023 em relação ao mesmo período do ano anterior, o estado reduziu os índices de gastos com o funcionalismo. A folha de pessoal até outubro atingiu a marca de R$ 5,41 bilhões, R$ 461 milhões a mais que o registrado em 2022. Mesmo diante desse cenário, o índice de gasto com o pagamento dos salários caiu de 44 para 43,76% da receita em um ano, mantendo o estado com percentuais abaixo do recomendado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que considera 44% como limite de alerta e 46,55% como prudencial.

Aumento de investimentos

A boa gestão do orçamento permitiu ao Governo aumentar a aplicação de recursos na Saúde e Educação. Somente para a primeira foram direcionados R$ 1,83 bilhão, o correspondente a 15,63% da arrecadação obtida com os chamados tributos vinculados (ICMS, ITCMD, IPVA e Imposto de Renda), percentual superior ao recomendado pela Constituição, que é de 12%.

Já na Educação, foram aplicados R$ 2,96 bilhões, correspondendo a 25,36% da arrecadação dos tributos vinculados, mais do que os 25% estabelecidos pela Constituição Federal. Somente para os investimentos em obras e aquisições, o Governo destinou quase R$ 780 milhões em 2023.

Todo esse empenho levou o Governo a obter um Resultado Primário (termo utilizado pelos economistas para indicar o saldo entre as Receita e Despesa) de R$ 1,05 bilhão, valor bastante superior ao registrado em 2022, quando foi obtido um saldo positivo de R$ 14,1 milhões.

"Todo o trabalho que tem sido feito desde o início do ano passado é o de permitir que os recursos arrecadados possam ser investidos cada vez mais em ações e políticas que beneficiem a população. Temos buscado incansavelmente melhorar a gestão e otimizar as receitas, permitindo ao Governo manter o pagamento dos servidores em dia e realizar os investimentos necessários para promover o desenvolvimento econômico e social", explica a secretária de Estado da Fazenda, Sarah Tarsila.

Os indicadores foram elogiados pelos parlamentares que participam da Comissão de Economia, Finanças, Orçamento e Tributação da Assembleia. “São números que mostram um cenário de equilíbrio, com o governo aumentando as receitas e segurando suas despesas, o que significa que ele está no caminho certo. Isso contribui para que a capacidade de investimento possa avançar ainda mais, garante a manutenção dos serviços públicos e viabiliza as obras estruturantes que vão transformar a vida da população”, destacou o líder do Governo na Alese, Cristiano Cavalcante.

Foto: Joel Luiz/ Alese

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