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Terça-feira, 20 de Outubro 2026
Notícias/Saúde

Saúde discute atualização de protocolo clínico em sarampo

Sergipe não registra casos  desde 2021

Saúde discute atualização de protocolo clínico em sarampo
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A partir de iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde (SES), da Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e da Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP/SE) para fortalecer as práticas de saúde pública e prevenir complicações decorrentes do sarampo, foi realizada nesta terça-feira,16, uma webpalestra voltada para enfermeiros e médicos da rede básica e hospitalar, focada na orientação que inclui o caminho a seguir, as notificações necessárias, os exames que devem ser coletados e para onde os usuários devem ser encaminhados.

Um dos palestrantes foi o diretor da Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Goes, que explicou que o sarampo é uma doença que o Brasil está lutando pela sua recertificação de eliminação e que o estado de Sergipe não registra casos de sarampo desde 2021. “Voltamos a ter casos de sarampo na última década e o último caso que ocorreu foi em 2021 de transmissão autóctone, mas a gente continua tendo o risco de casos importados, principalmente nesse momento onde a gente tem os jogos olímpicos na Europa, na França, e com isso, a gente tem várias delegações que são de áreas onde há transmissão do vírus do sarampo”, revelou.

A referência técnica em doenças exantemáticas e imunopreveníveis, Wesley Reis, explicou que durante a webpalestra foi orientado como o município deve atuar diante de um caso suspeito. “Para notificar um caso suspeito de sarampo, os pacientes devem apresentar febre de 38,5°C ou mais, coriza, manchas no corpo ou conjuntivite”, informou.

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Ainda segundo Wesley Reis, em caso de notificação de sarampo em qualquer município do interior ou na capital, algumas medidas precisam ser tomadas de imediato. “É importante que o local onde o paciente foi atendido seja de imediato notificado, verificar a data específica do aparecimento dos exantemas (manchas no corpo), isolar o paciente até quatro dias após o início dos sintomas e notificar e comunicar imediatamente à vigilância municipal e estadual”, destacou.

A gerente de doenças transmissíveis, Gisa Ávila, reforça sobre a importância dessa atualização de protocolos para os profissionais da enfermagem e médicos. “A SES, por meio da Vigilância em Saúde, vem nessa preocupação e estamos no processo de erradicação do sarampo. Então, por isso a importância da gente sempre atualizar esses profissionais que atuam na Atenção Primária à Saúde ou na Rede de Urgência e Emergência, para que estejam preparados num caso suspeito de como agir, qual medida que precisa adotar de forma imediata para controle de um caso de surto”, explicou.

Prevenção do sarampo

A única medida de prevenção contra o sarampo é a vacinação. De acordo com o critério vacinal do Ministério da Saúde, todos devem seguir a cartilha de vacinação e manter o cartão de vacinas atualizado.

Foto: Nucom Funesa

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