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Política

Prefeito eleito com histórico de Insanidade mental e acusações de corrupção

O Ministério Público o acusou de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos enquanto ocupava o cargo de prefeito entre 2011 e 2012.

Prefeito eleito com histórico de Insanidade mental e acusações de corrupção
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Joel Ghisio (PDT), recém-eleito prefeito de Mariana Pimentel, no Rio Grande do Sul, declarou insanidade mental em um processo criminal relacionado a falsidade ideológica. O Ministério Público do Rio Grande do Sul o acusou de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos enquanto ocupava o cargo de prefeito entre 2011 e 2012.

A investigação apontou que Joel emitiu diárias para servidores que não refletiam deslocamentos reais, utilizando documentos falsos como notas fiscais e recibos para justificar essas despesas e garantir vantagens financeiras indevidas aos funcionários.

Ghisio já havia sido prefeito de Mariana Pimentel de 2004 a 2008. Recentemente, apresentou um laudo psiquiátrico datado de agosto de 2022, que diagnosticou três tipos de transtornos mentais graves e incuráveis, alegando que isso o tornava incapaz de compreender a ilicitude de seus atos e de tomar decisões de forma autônoma. A Vara Judicial da Comarca de Barra do Ribeiro homologou esse laudo em abril de 2023.

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Após sua candidatura ser impugnada pela coligação derrotada nas eleições de 2024, União por Mariana Pimentel, liderada pelo candidato Betinho (PSB), a defesa alegou que não era razoável permitir que alguém considerado incapaz de responder por atos ilícitos pleiteasse um cargo político. No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) decidiu manter a candidatura de Joel em 27 de setembro de 2024, fundamentando-se na Resolução TSE n. 23.659/21, que garante o direito ao pleno exercício político a pessoas com deficiência, a menos que haja uma decisão judicial que determine o contrário.

A coligação União por Mariana Pimentel já recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deverá analisar a situação. Eles argumentam que a postura de Ghisio contraria a legislação ao reivindicar a incapacidade penal em processos criminais, enquanto busca ser considerado plenamente capaz para a candidatura.

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