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Notícias/Economia

Preço médio da refeição fora do lar subiu 17% em Aracaju, com percentual maior do que a região Nordeste

Pesquisa avaliou as cinco regiões brasileiras, 22 Estados, no total de 51 cidades, e é mais abrangente do país

Preço médio da refeição fora do lar subiu 17% em Aracaju, com percentual maior do que a região Nordeste
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O preço médio da refeição completa fora do domicílio subiu 17% em Aracaju, capital do Sergipe, e é de R$ 46,50, de acordo com a pesquisa anual realizada pela Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT).

O preço da região Nordeste na pesquisa é de R$ 49,09 para a refeição completa, com resultado quase 13% maior do que em 2023, percentual menor do que a capital sergipana, revela a pesquisa.

O estudo considera como completa uma refeição composta por: prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café. O valor, entretanto, está abaixo da média nacional pesquisada, que ficou em R$ 51,61, com alta de 10,8%, segundo o estudo

A pesquisa foi encomendada pela ABBT à empresa Mosaiclab, especializada em inteligência de mercado. Os valores dos preços médios da refeição completa e as respectivas variações por região estão a seguir:

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Tabela 01: preço médio da refeição completa por região:
 

BRASIL

R$ 51,61 = + 10,8%

SUDESTE

R$ 54,54 10,6%

NORDESTE

R$ 49,09 12,7%

SUL

R$ 48,91 14,2%

NORTE

R$ 45,41 7,4%

CENTRO-OESTE

R$ 45,21 8,3%

Confira na tabela 02 as altas de preço médio da refeição nas principais cidades do Nordeste:

Tabela 02 - Preço médio da refeição completa, nas capitais da região Nordeste
 

NORDESTE

R$ 49,09 13%

CIDADE VALOR VARIAÇÃO 23/24

Natal - RN

R$ 56,18

8%

Recife - PE

R$ 55,13

12%

Maceió - AL

R$ 54,32

11%

Salvador - BA

R$ 53,37

15%

João Pessoa – PB

R$ 49,86

17%

Aracaju – SE

R$ 46,50

17%

São Luiz – MA

R$ 45,94

13%

Fortaleza - CE

R$ 42,38

13%

Jaboatão - PE

R$ 42,31

10%

Teresina – PI

R$ 36,46

10%

       

Impacto de 35% sobre os salários – A pesquisa contratada pela ABBT também busca mostrar o impacto do preço da alimentação fora do lar sobre o salário dos trabalhadores do Nordeste. O salário médio da região é estimado em R$ 2.104,00 no primeiro trimestre deste ano.

Desta forma, para se alimentar por 22 dias por mês o trabalhador, apenas com um prato básico de refeição, o trabalhador da região Nordeste gastaria R$ 737,22 ou 35% do seu salário de médio. 

Benefício melhora a alimentação – Para a ABBT, o resultado da pesquisa reforça a importância do Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT), na medida em que propicia, e até induz, a compra de uma alimentação saudável e com qualidade nutricional. A pesquisa aponta que o trabalhador usuário do vale-refeição consome 43% mais feijão, arroz, salada e 33% mais carne, quando se compara com aqueles que não possuem esse benefício. Isso demonstra a relevância do PAT como programa social, sendo o mais importante para o trabalhador brasileiro.

Preço médio por categoria – Para calcular o preço médio, a pesquisa considera os preços das quatro categorias mais comuns na alimentação fora de casa do Brasil, sempre de acordo com o prato principal, bebida, sobremesa e café.
 Tabela 03 – preço médio da refeição completa, por categoria:
 

 PREÇO MÉDIO DA REFEIÇÃO COMPLETA: R$ 51,61 – alta de 10,8%

Comercial Completo

Autosserviço

Executivo

"a la carte"

R$ 37,44

R$ 47,87

R$ 55,63

R$ 96,44

9,2%

10,7%

10,1%

19,8%

Ranking das capitais – No total foram pesquisadas 51 cidades, de março a maio de 2024, em 4.502 estabelecimentos, divididos nas cinco regiões, em 22 estados e no Distrito Federal e com 5.640 preços coletados. O estudo considera refeição completa um prato consumido num self-service, acompanhada de bebida não alcóolica, sobremesa e cafezinho.

O preço médio mais alto da refeição completa entre as capitais foi registrado em Florianópolis (SC) que atingiu R$ 62,54, valor 11% acima do ano passado e quase R$ 11,00 maior do que a média nacional. Outros destaques são o Rio de Janeiro (RJ), com R$ 60,46, e São Paulo (SP) que apresenta o preço médio de R$ 59,67.

Metodologia – O estudo foi realizado de março a maio de 2024, em 4.502 estabelecimentos comerciais, divididos nas cinco regiões, em 22 estados e no Distrito Federal. No total foram pesquisadas 51 cidades, com 5640 preços coletados. A pesquisa foi encomendada pela ABBT à empresa Mosaiclab, especializada em pesquisa de mercado.
 

Sobre o PAT – O Programa de Alimentação ao Trabalhador (PAT) é um programa governamental de caráter social, criado em 1976 pela Lei nº 6.321, sendo considerado um dos mais bem-sucedidos e consolidados do mundo. As empresas que aderem ao PAT conquistam isenção de encargos sociais e dedução fiscal. O objetivo é melhorar as condições nutricionais dos trabalhadores, o que repercute de maneira positiva na qualidade de vida, na redução de acidentes de trabalho e no aumento da produtividade. Atualmente o PAT beneficia mais de 22 milhões de trabalhadores de aproximadamente 300 mil empresas. Uma rede conveniada de 800 mil estabelecimentos em todo o Brasil atende aos trabalhadores beneficiados.

Por Raquel Aranha 

Costa e Silva Comunicação

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