Na manhã desta quinta-feira (5), a Polícia Civil de Goiás (PCGO) deu início a uma operação para combater fraudes cibernéticas que afetaram sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ataque, ocorrido em janeiro deste ano, tinha como objetivo expedir mandados de prisão contra o presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Além das investigações sobre o CNJ, a Polícia Civil também apura modificações em processos digitais no Tribunal de Justiça de Goiás, envolvendo a inserção de documentos falsos para criar a falsa impressão de decisões judiciais.
A operação contou com a colaboração do Núcleo de Inteligência do Tribunal de Justiça de Goiás, além das polícias civis de Minas Gerais e do Distrito Federal. A PCGO confirmou a realização da ação em suas redes sociais.
Ataque cibernético
O ataque foi realizado no dia 20 de janeiro, quando hackers tentaram alterar dados relacionados a mandados de prisão. O CNJ informou que, apesar das alterações nos registros, nenhum mandado foi efetivamente expedido. Os dados originais foram substituídos indevidamente por informações de autoridades brasileiras.
A investigação interna do CNJ descartou falhas estruturais no sistema e concluiu que as credenciais de usuários de tribunais foram roubadas para possibilitar o acesso. Em nota de 22 de janeiro, o CNJ confirmou a alteração nos dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP), porém assegurou que os mandados contra as autoridades não foram emitidos e que o incidente foi tratado e corrigido rapidamente.
A investigação segue, com suspeitas de que os criminosos tenham utilizado logins e senhas de magistrados para acessar o sistema do CNJ. Além disso, os envolvidos também são investigados por outras fraudes, como a emissão de alvarás de soltura, liberação de valores bloqueados judicialmente e autorização para a restituição de veículos apreendidos.

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