O céu de Sergipe foi palco de um fenômeno assustador na noite desta sexta-feira (22). Moradores de várias cidades relataram ter visto enormes bolas de fogo cortando os céus, despertando medo e curiosidade. Vídeos tomaram conta das redes sociais, e as teorias logo surgiram: meteoros, invasão alienígena, falha em satélites militares? O que estaria acontecendo?
Entre o pavor e a especulação, especialistas entraram em cena para desvendar o mistério. O professor e astrônomo Diogo Souto esclareceu que o espetáculo luminoso nada mais era do que lixo espacial em chamas, restos de um dos satélites Starlink do grupo 6-51, lançado em abril de 2024.
“Como a previsão indica uma reentrada não controlada, significa que este satélite provavelmente não conseguiu manter sua órbita e está reentrando na atmosfera da Terra de forma natural”, explicou o astrônomo.
Segundo ele, apesar da aparência assustadora, os destroços não oferecem risco, pois são projetados para se desintegrar completamente antes de atingir o solo. Ainda assim, a cena digna de um filme de ficção científica impressionou quem testemunhou o fenômeno.
O episódio reacende debates sobre o aumento de detritos espaciais e os riscos que eles podem representar no futuro. Mas, desta vez, foi apenas um espetáculo cósmico sem consequências graves—além da adrenalina dos que viram o céu arder em chamas.