Um ataque armado ocorrido na madrugada deste domingo (28/12) deixou seis pessoas mortas na praia de Puerto López, no Equador. A ação aconteceu em uma área conhecida pelo comércio de frutos do mar, localizada em uma vila de pescadores da província de Manabí, no noroeste do país, região que também é frequentada por turistas. Entre as vítimas estão uma mulher e seu filho, uma criança de dois anos.
Segundo o jornal regional El Diario, os atiradores chegaram ao local em uma caminhonete e em motocicletas, portando armas de grosso calibre. Eles teriam efetuado disparos de forma indiscriminada contra as pessoas que estavam na área no momento do ataque.
A Polícia Nacional do Equador informou que o episódio está relacionado a disputas internas pelo controle territorial, intensificadas após a fragmentação da organização criminosa Los Choneros, que atua em várias províncias do litoral equatoriano.
Após o massacre, o ministro do Interior, John Reimberg, deslocou-se até o cantão de Puerto López para coordenar ações de combate a grupos criminosos. Apesar do anúncio de reforço no policiamento da região, até agora nenhuma prisão foi realizada.
Hipótese investigada
As autoridades investigam a possibilidade de que as seis mortes estejam ligadas a um duplo homicídio registrado na noite de sábado (27/12). Na ocasião, dois irmãos foram assassinados a tiros a cerca de dois quarteirões da praia e seriam apontados como supostos líderes de uma gangue.
De acordo com o boletim de ocorrência, familiares das vítimas se recusaram a permitir que os corpos fossem levados ao Instituto Médico Legal de Manta. Eles teriam interceptado a ambulância durante o trajeto e obrigado o motorista a levar os cadáveres para residências particulares.
Nos últimos anos, o Equador tem enfrentado uma escalada significativa da violência, impulsionada, entre outros fatores, por mudanças nas rotas do tráfico de drogas. Entre 2019 e 2024, o número de homicídios no país aumentou 588%, colocando o Equador entre os países mais violentos da América Latina.
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