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Sábado, 23 de Maio 2026
Notícias/Segurança Pública

Líder comunitária que atuava contra violência doméstica é encontrada morta em São Paulo

Tatiana Gonçalves Pereira, de 45 anos, foi achada sem vida em sua residência na zona leste; o companheiro é o principal suspeito.

Líder comunitária que atuava contra violência doméstica é encontrada morta em São Paulo
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A líder comunitária Tatiana Gonçalves Pereira, de 45 anos, que dedicava sua vida ao combate à violência doméstica, foi encontrada morta em sua própria casa, na zona leste de São Paulo, na última quarta-feira (20/5). O principal suspeito do crime é o companheiro da vítima, um homem de 53 anos com quem ela mantinha um relacionamento há sete anos.

Tatiana era presidente do Instituto ABC Pela Vida, uma organização em Cidade Tiradentes que acolhe mulheres em situação de violência e vulnerabilidade. Paradoxalmente, a realidade de um relacionamento abusivo e episódios anteriores de violência doméstica também faziam parte de sua vida pessoal, conforme relatos da filha.

Detalhes da descoberta e perfil da vítima

O corpo de Tatiana foi encontrado no chão, de barriga para baixo e em estado de decomposição, após sua filha acionar a Polícia Militar (PM). A jovem, preocupada por não conseguir contato com a mãe há dias, dirigiu-se à residência na rua Diogo Álvares, no bairro Jardim Iguatemi.

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No local, a filha percebeu um forte odor e estranhou um cadeado trancando a casa pelo lado externo. Com a ajuda de vizinhos, a porta foi arrombada, revelando a trágica cena. O caso foi registrado pela polícia como morte suspeita.

Cenário alarmante: recorde de feminicídios em São Paulo

A morte de Tatiana Gonçalves Pereira se insere em um contexto de aumento preocupante da violência contra a mulher no estado de São Paulo. O primeiro trimestre de 2026 registrou o maior número de feminicídios desde o início da série histórica em 2018, com 86 casos – um aumento de 41% em comparação com o mesmo período de 2025, que teve 61 registros.

Violência em ascensão

Março de 2026, em particular, foi o mês com mais feminicídios já registrados na série histórica, com 30 ocorrências, representando uma alta de 58% em relação a março do ano anterior. Na capital paulista, o primeiro trimestre de 2026 manteve 17 casos, repetindo o patamar do ano anterior, mas março também registrou seu maior número para o mês, com seis ocorrências.

Além dos feminicídios, outros indicadores de violência contra a mulher também apresentaram crescimento. Os casos de lesão corporal dolosa aumentaram 7,4% de janeiro a março, totalizando 19.249 ocorrências, o maior número para um primeiro trimestre desde 2018. A violência doméstica em geral também cresceu 14,3% no mesmo período.

Como denunciar

Para combater a violência contra as mulheres, a Central de Atendimento à Mulher, Ligue 180, oferece um serviço público e gratuito. A ligação é confidencial e pode ser feita a qualquer momento para denunciar casos de abuso e buscar apoio.

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