Ícaro Ribeiro da Silva, acusado de assassinar e esquartejar o colega de infância Henrique José de Andrade Matos, foi condenado nesta segunda-feira (11) a 31 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. O julgamento, realizado em Aracaju, durou mais de dez horas e levou à condenação de Ícaro pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual.
O crime ocorreu em 17 de dezembro de 2022, quando Ícaro e Henrique, ambos de 23 anos, dividiam um apartamento no Bairro Farolândia, Zona Sul da capital sergipana. Durante uma discussão, Ícaro teria matado Henrique e, em seguida, esquartejado o corpo. Ele foi preso em flagrante logo após o ocorrido e está detido no Complexo Penitenciário Dr. Manoel Carvalho Neto, em São Cristóvão.
Na tentativa de ocultar o cadáver, Ícaro teria colocado os restos mortais de Henrique em uma mala e solicitado o serviço de um motorista de aplicativo para transportar o volume. O motorista, no entanto, desconfiou da situação e, após recusar o transporte, acionou a polícia, que rapidamente descobriu o crime. Na ocasião, o corpo foi encontrado na área externa do condomínio.

O caso causou grande comoção em Aracaju, onde os dois jovens estavam residindo para estudar. Naturais de Cícero Dantas, na Bahia, Ícaro e Henrique tinham vindo à capital sergipana em busca de formação acadêmica. Henrique, que era o único filho de Maria Noélia de Andrade, estava matriculado em um curso de Tecnologia da Informação em uma universidade particular.
Até o momento, a defesa de Ícaro não se pronunciou sobre a condenação. A sentença foi recebida com alívio pela família de Henrique e pela comunidade, que acompanhou o desfecho do julgamento após meses de espera e repercussão.