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Impasse orçamentário entre câmara e prefeitura de Tomar do Geru que deixa alunos sem aulas será alvo do TCE

Mesa técnica do TCE buscará solução para impasse orçamentário em Tomar do Geru

Impasse orçamentário entre câmara e prefeitura de Tomar do Geru que deixa alunos sem aulas será alvo do TCE
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O Pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE) aprovou na sessão desta quinta-feira, 7, a instauração de Mesa Técnica para solucionar o impasse orçamentário entre a Prefeitura e a Câmara Municipal de Tomar do Geru que tem prejudicado a oferta de serviços públicos à população, a exemplo do atraso no início do ano letivo. Será a primeira vez que a Corte utilizará este novo instrumento de controle dialógico que busca soluções consensuais.

A ação foi informada ao colegiado pelo conselheiro Flávio Conceição, que é o atual relator das contas da localidade.

"Seguindo a atual vertente do consensualismo, comunico a instauração de Mesa Técnica no âmbito deste Tribunal de Contas para que possamos solucionar a presente demanda com celeridade e observância às normas vigentes, com vistas a atender ao melhor interesse público daquela municipalidade", afirmou o conselheiro.

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Dessa forma, sob a presidência do relator, os gestores responsáveis serão convocados à mesa para debater as soluções e explicar os motivos que levam à problemática.

A presidente do TCE, conselheira Susana Azevedo, elogiou o relator pela iniciativa pioneira: "Sem dúvida será um marco do consensualismo no nosso Tribunal e esperamos que isso proporcione um benefício imediato à coletividade"

Ainda ao tratar da matéria, Flávio Conceição disse ter recebido ofício do prefeito do município de Tomar do Geru, Pedro Silva Costa Filho, cujo teor informou que o Projeto de Lei Orçamentária Anual encaminhado ao Poder Legislativo foi objeto de emendas parlamentares por parte da bancada de oposição, cujos efeitos, segundo o gestor, "contrariam frontalmente o interesse público, inviabiliza a gestão e são inconstitucionais".

O prefeito salienta também que entre as consequências à municipalidade advindas da ausência de uma Lei Orçamentária Anual estão o não pagamento da folha dos servidores e a paralisação do transporte de pacientes para outros municípios ou estados.

Foto: Igor Graccho

Texto: Hádam Lima

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