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Sábado, 30 de Maio 2026
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Hospital de Cirurgia realiza 1ª cirurgia cardiovascular minimamente invasiva de Sergipe

Recentemente, a instituição hospitalar realizou a primeira cirurgia cardiovascular minimamente invasiva de Sergipe

Hospital de Cirurgia realiza 1ª cirurgia cardiovascular minimamente invasiva de Sergipe
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Prestes a completar 100 anos de história, o Hospital de Cirurgia (HC) – unidade referência em procedimentos de média e alta complexidade para o Sistema Único de Saúde (SUS) – mantém até aqui o seu pioneirismo na saúde sergipana. Prova disso é que, recentemente, a instituição hospitalar realizou a primeira cirurgia cardiovascular minimamente invasiva de Sergipe.

A cirurgia cardiovascular minimamente invasiva é uma técnica que faz uma mini incisão de alguns centímetros apenas na região do tórax. Já na cirurgia cardíaca convencional as incisões chegam a 25 centímetros. Esse tipo de abordagem para tratamento cardíaco vem ganhando espaço em grandes centros de saúde, uma vez que proporciona benefícios importantes aos pacientes.

Benefícios

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Médico responsável pela primeira cirurgia cardiovascular minimamente invasiva de Sergipe, Dr. Wilson Felix explica os benefícios da técnica do ponto de vista da recuperação da saúde do paciente e da estética. Ele é especialista na área pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e pós-graduado na técnica de cirurgia minimamente invasiva. Além dele, compuseram a equipe médica da operação os cirurgiões Dr. Roberto Cardoso e Dr. Ivan Espínola, e a anestesista Dra. Luiza Azevedo.

"A cirurgia cardiovascular minimamente invasiva proporciona ao paciente um menor tempo de internamento hospitalar e uma recuperação mais rápida, com um retorno precoce às atividades laborais e físicas, visto que a técnica evita, consideravelmente, os índices de sangramento, hemotransfusão, infecções, dores no pós-operatório. São resultados muito interessantes. Além do mais, proporciona uma melhor estética, pois a cicatriz é pequena", informa o Dr. Wilson Felix.

Perfis selecionados

O cirurgião explica ainda que a técnica não é recomendada para todos os pacientes. "Trata-se de uma opção terapêutica segura para determinados perfis bem selecionados. Alguns perfis, a exemplo dos coronarianos, multiarteriais com necessidade revascularização de três, quatro pontos, ainda não conseguem ser submetidos a minimamente invasiva. Nesses casos, a cirurgia convencional é o padrão ouro", diz.   

O Dr. Wilson Felix destaca que a cirurgia cardiovascular minimamente invasiva é um mundo novo e o HC desponta nesta técnica em Sergipe. "O Cirurgia é o berço da cardiologia do estado, principalmente na cirurgia cardiovascular. Atualmente, temos um volume muito grande de cirurgias cardíacas. Aqui tivemos e temos grandes expoentes da área, como o Dr. José Teles de Mendonça. Foi ele que fez o primeiro transplante cardíaco do Norte e Nordeste. Aqui no HC tivemos também a primeira ECMO e, agora, a primeira cirurgia minimamente invasiva. Isso nos deixa com muito orgulho", afirma.

1º paciente operado

O primeiro paciente contemplado com a cirurgia cardiovascular minimamente invasiva em Sergipe foi o agricultor Edson Bispo dos Santos, 50 anos, do município de Itabaianinha, para troca de válvula aórtica. Ele passou pelo procedimento cirúrgico no HC no dia 21 de dezembro e teve alta alguns dias depois.

"Após sentir uns sintomas, procurei um médico que me encaminhou para o Cirurgia. No Ambulatório do hospital, fui bem atendido por doutor Wilson, que se comoveu com o meu caso, me encaminhou para a cirurgia e disse que tinha uma nova técnica que iria utilizar no meu procedimento. E, graças a Deus, estou aqui bem. Agradeço muito ao doutor Wilson e ao hospital pelo carinho e pelo cuidado comigo", relatou Edson Bispo.

Pioneirismo e referência

Desde a fundação em 1926, o Hospital de Cirurgia promove em Sergipe diversas inovações na área da saúde, sobretudo, na cardiologia. Foi no HC que ocorreu a primeira cirurgia cardíaca, o primeiro implante de marca-passo, o primeiro transplante cardíaco da Região Norte e Nordeste do Brasil, o primeiro tratamento com Oxigenação por Membrana Extracorpórea (ECMO).

O Hospital de Cirurgia também implantou o primeiro Laboratório de Hemodinâmica – sendo o responsável pelo primeiro cateterismo – e formou dezenas de cardiologistas e cirurgiões cardiovasculares, ao fundar a Residência Médica nas duas especialidades em Sergipe, na década de 1980.

"Quando assumimos a gestão do HC, por meio da Intervenção Judicial, em 2018, as cirurgias cardíacas estavam paralisadas há mais de 60 dias. Mas, graças a um trabalho com muito foco e comprometimento, revitalizamos o Serviço de Cardiologia. E, hoje, com muita satisfação, o Cirurgia, que é berço da Cardiologia em nosso estado, desponta com esta técnica de cirurgia cardiovascular minimamente invasiva", destaca a interventora judicial do HC, a enfermeira Márcia Guimarães.

Assessoria de Comunicação

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