A escassez de endocrinologistas no Sistema Único de Saúde (SUS) de Aracaju resultou em uma fila de espera considerável, com mais de 7 mil pessoas aguardando atendimento especializado. Atualmente, a cidade conta com apenas seis endocrinologistas na rede pública, gerando esperas de até dois anos para a primeira consulta e até um ano para retornos, o que tem impactado pacientes com doenças graves, como diabetes mellitus e distúrbios da tireoide.
Diante dessa situação, o Ministério Público de Sergipe (MPSE ajuizou uma Ação Civil Pública contra o Município de Aracaju. O MPSE constatou que, apesar dos esforços da gestão municipal para contratar novos profissionais, as vagas não foram preenchidas, e a solução temporária de realizar mutirões de atendimentos não atende à demanda contínua da especialidade. A Ação também destaca que a omissão na solução do problema pode comprometer o direito à saúde dos cidadãos, gerando sérios riscos à saúde, como o agravamento de doenças e complicações graves.
Em resposta à situação, a Secretaria Municipal da Saúde de Aracaju (SMS) esclareceu que a falta de médicos endocrinologistas é uma questão histórica, que se arrasta há mais de dois anos e tem suas raízes em dificuldades estruturais herdadas da gestão anterior. Desde o início da administração atual, a SMS tem se empenhado em reestruturar os serviços especializados e ampliar o atendimento aos pacientes que aguardam consultas.
A Secretaria informou que a ampliação dos atendimentos de endocrinologia já está em andamento no Centro de Especialidades Médicas de Aracaju (CEMAR). Além disso, está em fase final de formalização uma parceria com a Sociedade Médica de Sergipe (SOMESE) para a realização de mutirões de consultas com endocrinologistas, focando especialmente no atendimento a pacientes com diabetes. O início dos mutirões está previsto para os próximos 30 dias, o que promete um avanço significativo na redução das filas de espera.
Essas ações, conforme informado pela SMS, já foram comunicadas ao Ministério Público Estadual. No entanto, as medidas que estão em processo de execução ainda não foram consideradas no momento da Ação Civil Pública.