Teve início nesta terça-feira (26), em Estância (SE), o júri popular dos três ex-policiais rodoviários federais acusados de envolvimento na morte de Genivaldo de Jesus Santos, ocorrida em maio de 2022, durante uma abordagem na BR-101, no município de Umbaúba.
Familiares e amigos da vítima se reuniram em frente ao Fórum Ministro Heitor de Souza para cobrar justiça. Com cartazes e velas acesas, eles homenagearam Genivaldo e reforçaram o apelo por punição aos responsáveis pela sua morte.
Genivaldo, que tinha 38 anos e era aposentado por esquizofrenia, morreu após ser colocado no porta-malas de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e submetido à inalação de gás lacrimogêneo. Ele deixou sua esposa, Maria Fabiana dos Santos, um filho de sete anos e um enteado de 18.
O julgamento, presidido pelo juiz federal Rafael Soares Souza, da 7ª Vara Federal de Sergipe, conta com um conselho de sentença formado por quatro homens e três mulheres. A previsão inicial é de que o júri dure sete dias.
Os réus, Paulo Rodolpho Lima Nascimento, Kleber Nascimento Freitas e William de Barros Noia, respondem por homicídio triplamente qualificado e tortura. A mobilização em frente ao fórum reforça a indignação e o desejo de justiça de uma comunidade abalada por essa tragédia.