Após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por invadir sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) decidiu deixar o Brasil. A parlamentar comunicou que se licenciou do mandato e que pretende denunciar, no exterior, o que considera abusos do Judiciário. Ela não revelou o destino exato, apenas afirmou estar na Europa.
Em entrevista à Revista Oeste, ligada à extrema-direita, Zambelli afirmou: “Eles me ceifaram, mas quando acham que morri, é quando renasço das cinzas — como a fênix. Quando julgam que minha árvore da vida secou, é quando ela mais dará frutos.” A deputada criticou a atuação do STF, dizendo que “nove ministros imaginaram que, ao não ser mais parlamentar, eu seria finalmente combatida e silenciada”.
Sem o mandato, Zambelli acredita que poderá agir com mais liberdade. “Sem as amarras de um mandato, sem precisar me preocupar se minhas palavras vão ferir a vaidade de uma corte que perdeu seu poder constitucional, posso lutar ainda mais — por aquilo que é certo.”
Apesar da condenação, a deputada negou estar foragida: “Não há mandado de prisão contra mim. Além disso, a cassação ainda precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados, que pode votar pela sua rejeição.” Ela também destacou que pretende usar suas habilidades em espanhol e inglês para fortalecer sua causa no exterior, mencionando a importância da atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e afirmando: “acredito que precisamos de uma articulação igualmente forte aqui na Europa.”