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Segunda-feira, 16 de Março 2026

Notícias/Segurança Pública

Ataque no Cefet: Alunos bloqueiam portas com cadeiras para se protegerem

A possível motivação do ataque está sendo investigada pelas autoridades

Ataque no Cefet: Alunos bloqueiam portas com cadeiras para se protegerem
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Na tarde desta sexta-feira (28/11), o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) Celso Suckow da Fonseca, no Maracanã, Rio de Janeiro, foi palco de um ataque brutal que resultou na morte de duas funcionárias da instituição e deixou a comunidade acadêmica em estado de choque.

O incidente ocorreu quando João Antônio Miranda Tello Ramos, funcionário da instituição, abriu fogo contra as servidoras Allane de Souza Pedrotti Matos, professora, e Layse Costa Pinheiro, psicóloga. As duas mulheres foram atingidas por disparos na cabeça, sendo que Allane chegou sem vida ao Hospital Municipal Souza Aguiar, enquanto Layse não resistiu aos ferimentos e morreu após ser socorrida em estado gravíssimo. O atirador, após cometer o crime, se suicidou no local.

Diante da situação de pânico, alunos e professores rapidamente se uniram para tentar se proteger. Imagens que circulam nas redes sociais mostram portas de salas de aula bloqueadas com diversas cadeiras, empilhadas pelos próprios estudantes e docentes, criando barreiras improvisadas na tentativa de evitar a entrada do agressor. Esse ato de solidariedade e ação rápida ajudou muitos a se manterem em segurança até a chegada da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.

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Ao chegar à instituição, por volta das 15h50, as equipes de emergência encontraram um cenário de horror, com o atirador já morto e as vítimas sendo socorridas. A tragédia gerou uma grande comoção, e as imagens das vítimas sendo socorridas rapidamente viralizaram nas redes sociais, com muitos lamentando a morte das funcionárias e a violência ocorrida dentro de uma instituição de ensino.

A possível motivação do ataque está sendo investigada pelas autoridades. Fontes revelaram que João Antônio Miranda Tello Ramos tinha problemas psicológicos e havia sido afastado recentemente do Cefet devido a questões psiquiátricas. Além disso, ele demonstrava desconforto em ser chefiado por mulheres, o que pode ter influenciado seu comportamento agressivo. Allane e Layse, as vítimas, ocupavam posições de destaque na instituição, com Allane sendo diretora da Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino e Layse psicóloga do Cefet.

A direção do Cefet decretou luto oficial de cinco dias em respeito às vítimas e à dor da comunidade acadêmica. "A direção-geral do Cefet/RJ lamenta profundamente essa tragédia que chocou a comunidade acadêmica e decreta luto oficial por cinco dias", informou a instituição.

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) também se manifestou, lamentando a violência e reforçando que instituições de ensino devem ser espaços de paz e aprendizado. "A violência, sobretudo em um ambiente dedicado à educação, fere não apenas as vítimas e seus familiares, mas também toda a comunidade acadêmica", afirmou a nota oficial do IFRJ.

As autoridades continuam a investigar o caso, e a Delegacia de Homicídios da Capital ficou encarregada de apurar os detalhes sobre o ataque e suas motivações.

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