Um grave episódio de violência marcou os momentos finais da apuração das eleições internas do Partido dos Trabalhadores (PT) em Sergipe. Durante a contagem dos votos para a presidência estadual da legenda, a militante Layane Oliveira foi agredida com um soco no rosto por um filiado conhecido como Gaguinho, filho de um radialista ligado ao partido.
O episódio gerou tumulto e indignação imediata entre os presentes. Em solidariedade à vítima, mulheres filiadas a diversas correntes internas do PT acompanharam Layane até a Delegacia Plantonista, onde foi registrado um boletim de ocorrência contra o agressor. Gaguinho poderá responder criminalmente pela agressão, o que pode resultar inclusive em sua prisão.
Layane é irmã de Cissa, candidata à presidência municipal do PT em Aracaju, o que ampliou a repercussão do caso dentro da militância. Apesar do clima tenso, a apuração continuou e segue sendo finalizada.
Até o momento, a direção estadual do partido não se pronunciou oficialmente sobre o episódio. A expectativa entre militantes é de que a Executiva Estadual adote medidas disciplinares contra o agressor.
Militância repudia o episódio
Membros da Chapa “Militância Presente”, do município de Aracaju, divulgaram uma nota pública repudiando veementemente o ocorrido e exigindo providências imediatas da direção partidária:
“Repudiamos com veemência o episódio lamentável que ocorreu na tarde deste domingo (6). Informamos que já estamos acionando formalmente a executiva estadual e a comissão de ética do partido para que as medidas cabíveis sejam tomadas com urgência. Não vamos nos calar diante de atitudes que afrontam os valores que defendemos — especialmente quando atentam contra a dignidade das mulheres.”
A nota reforça o compromisso do partido com a igualdade e o combate à violência:
“Reafirmamos, com toda firmeza, que o Partido dos Trabalhadores não tolera, não relativiza e não acoberta comportamentos machistas, misóginos ou violentos. Nosso compromisso histórico com a defesa dos direitos das mulheres é inegociável. Qualquer membro ou filiado que se desvie desse princípio será responsabilizado política e eticamente.”
Por fim, o texto destaca a importância de um ambiente seguro e respeitoso dentro da legenda:
“Seguiremos vigilantes, porque o nosso partido, que é popular e democrático, tem a obrigação de ser um espaço seguro e de respeito para todas as mulheres. Nossa luta é por justiça, dignidade e igualdade. E ela começa dentro de casa. Toda nossa solidariedade à companheira Layane Carvalho. Somos contra todo e qualquer tipo de violência contra a mulher.”