A cena parecia digna de novela, mas aconteceu na vida real e dentro da seccional da OAB-DF. Uma advogada, acompanhada de seu bebê recém-nascido, foi agredida por outra mulher no prédio da Ordem. O motivo? A agressora é esposa do advogado com quem a vítima manteve um relacionamento extraconjugal por quatro anos – e o bebê é fruto desse caso.
O enredo se intensificou no fim de janeiro deste ano, quando a esposa traída descobriu que a advogada estava na OAB-DF e foi até lá tirar satisfações. A situação, que já vinha se desenrolando há meses com ameaças e ofensas, escalou para agressões físicas. Segundo relatos, a mulher partiu para cima da rival com empurrões e arranhões, precisando ser contida por outros advogados.
O caso não surgiu do nada. Desde que descobriu a traição e a gravidez da amante do marido, a esposa vinha enviando mensagens recheadas de ofensas e ameaças, chegando a dizer que a criança "não nasceria". Depois do nascimento do bebê, a perseguição se intensificou.
Na fatídica briga, a advogada tentou evitar o confronto e saiu da sala, temendo que seu filho fosse ferido, mas a agressora a seguiu e exigiu explicações. Não satisfeita, ainda gritou pelos corredores da OAB-DF, disparando insultos como "puta", "prostituta" e questionando "como a OAB permite que se tenha uma puta trabalhando aqui".
A confusão resultou em um boletim de ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia Civil (Asa Norte), mas, até o momento, a OAB-DF não se manifestou sobre o caso.
O que era para ser um local de defesa da ética e do profissionalismo se transformou em palco de um escândalo digno de novela das nove.